Quatro candidatos ao governo de Minas Gerais participaram nesta quinta-feira (20) de um encontro promovido pela Granbel, em Belo Horizonte, para apresentar propostas para a Região Metropolitana da capital. Mateus Simões, Gabriel Azevedo, Patrus Ananias e Flávio Roscoe debateram transporte, saúde e habitação para os 34 municípios da RMBH.
O que cada candidato propôs
Mateus Simões (PSD), governador em exercício, defendeu a ampliação de leitos nos hospitais regionais e reforçou a importância de renovar os contratos municipais com a Copasa depois da desestatização da companhia de saneamento.
Gabriel Azevedo (MDB) defendeu "bilhete único e reutilização dos trilhos do trem" para integrar o transporte da região. Ele também propôs unificar os dados de saúde dos cidadãos mineiros e afirmou que a Cemig não será privatizada em seu governo.
Patrus Ananias (PT) priorizou a revisão dos contratos de transporte público no curto prazo e o fortalecimento do SUS na rede estadual. Ele também se posicionou contra a privatização da Cemig.
Flávio Roscoe (PL) defendeu mais investimento em infraestrutura de saúde no interior do estado. Sobre energia, resumiu sua posição assim: "Não existe pior serviço do que não ter acesso".
Alexandre Kalil (PDT) não participou porque se recupera de um transplante de córnea. A campanha de Cleitinho Azevedo (Republicanos) não divulgou a agenda do candidato para o dia.
O Rodoanel divide os candidatos
A obra do Rodoanel de Belo Horizonte, orçada em cerca de R$ 5 bilhões e hoje travada na Justiça, apareceu como ponto de divergência.
Simões, Roscoe e Azevedo defenderam o avanço do projeto, ainda que Azevedo tenha cobrado prazos definidos para as consultas às comunidades afetadas.
Do outro lado, Patrus Ananias e o candidato Túlio Lopes criticaram o traçado atual, com a avaliação de que investir em rodovias para transporte de cargas não é a prioridade certa para a região.
A Granbel também levou ao encontro outras demandas dos municípios da Grande BH: reforço do transporte intermunicipal, redução da pressão sobre UPAs e hospitais, atenção à população em situação de rua e planejamento urbano integrado.
A Região Metropolitana de Belo Horizonte reúne cerca de 25% da população do estado, o que faz do bloco de 34 municípios um dos principais palcos da disputa pelo governo mineiro em outubro.
O que muda para o eleitor da Grande BH
O Rodoanel resume a fratura desta eleição na Grande BH: de um lado, quem quer destravar a obra na Justiça e definir prazo; do outro, quem propõe repensar o traçado antes de avançar.
Cabe ao eleitor da região decidir, em outubro, qual dos dois caminhos prevalece nos próximos quatro anos de governo.


























