O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera a corrida ao governo de Minas Gerais com 35,37% das intenções de voto, segundo o agregador Inteligov/Exame, que pondera pesquisas eleitorais registradas no TSE. Kalil (PDT) e Patrus Ananias (PT) empatam tecnicamente na briga pelo segundo lugar, com 13,99% e 12,86%.

O levantamento, divulgado em 3 de setembro, consolidou 39 novas pesquisas a uma base de 431 estudos anteriores. Mateus Simões (PSD), que ocupa o governo desde que Romeu Zema renunciou para concorrer à Presidência, aparece em quarto, com 8,59%.

Completam a lista Gabriel Azevedo (MDB, 5,48%), Flávio Roscoe (PL, 3,36%), Ben Mendes (Missão, 2,21%), Indira Xavier (UP, 1%), Túlio Lopes (PCB, 0,37%), Rafael Duda (PSTU, 0,13%) e Henrique Áreas (PCO, sem votos registrados). Os 11 disputam o governo estadual na eleição de 4 de outubro.

Por que o agregador difere da última pesquisa isolada

O Inteligov usa um modelo de "Weighted Moving Average", média móvel ponderada que dá peso pleno a pesquisas presenciais domiciliares. Pesquisas por telefone automatizado (IVR) ou pela internet entram com influência reduzida entre 30% e 45%.

O peso de cada pesquisa também cai 25% a cada duas semanas de idade. É por isso que o número consolidado nem sempre bate com a pesquisa mais recente divulgada isoladamente. O modelo pondera pelo método e pela data de cada levantamento, não só pelo resultado bruto.

Com o líder na casa dos 35%, nenhum dos 11 candidatos reúne, hoje, votos suficientes para vencer no primeiro turno, em 4 de outubro. A própria aritmética do agregador aponta para uma disputa que deve caminhar para o segundo turno.

A diferença ajuda a explicar por que o debate entre os candidatos, realizado na semana passada, ainda deixou dúvida sobre quem vai ao segundo turno com Cleitinho.

O que acontece agora

A campanha em Minas também disputa temas concretos. A dívida do estado com a União, de R$ 187 bilhões, já dividiu os candidatos em propostas distintas de renegociação.

Simões, Patrus, Kalil e Cleitinho chegaram a faltar ao primeiro debate da campanha, o que manteve o eleitorado sem um confronto direto entre os líderes até agora.