O DJ escocês Calvin Harris se torna neste domingo (6) o primeiro artista eletrônico a fechar sozinho o Palco Mundo do Rock in Rio, o palco principal do festival. Ele encerra a noite ao lado de Black Eyed Peas, Nelly e do show de reencontro do Barão Vermelho, na 11ª edição do evento no Rio de Janeiro.

O Palco Mundo já recebeu DJs como Alok, David Guetta e Marshmello em edições anteriores, mas sempre como atração de abertura, antes de um show de outro gênero. Harris é o primeiro a assumir sozinho o posto de headliner na história do palco.

Segundo reportagem baseada em declarações do criador e presidente do festival, Roberto Medina, a escolha por um DJ headliner buscou levar mais leveza ao público. O motivo, segundo ele, é o desgaste ligado ao uso excessivo de tecnologia.

Medina relatou ter enfrentado resistência interna por dois meses antes de decidir pela mudança.

Por que colocar um DJ é uma ruptura

O Rock in Rio soma 11 edições no Brasil desde a criação por Roberto Medina, em 1984, e completa 40 anos de história em 2026.

A presença de um produtor eletrônico no topo da grade mostra o quanto a música eletrônica passou a dividir espaço com o rock na programação. Nos outros dias, o cartaz tem nomes como Foo Fighters, Elton John, Maroon 5 e Jamiroquai.

No mesmo Palco Mundo e no mesmo domingo, a formação quase original do Barão Vermelho se apresenta na turnê "Encontro". A banda reúne Roberto Frejat, Dé Palmeira, Maurício Barros e Guto Goffi, mais o convidado Fernando Magalhães, guitarrista que entrou no grupo em 1985.

O contraste resume a edição. De um lado está o símbolo do rock brasileiro dos anos 80. Do outro, o marco inédito da música eletrônica num palco que, até este ano, nunca havia sido só dela.

Segundo a organização, a edição ocupa a Cidade do Rock, no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, em sete dias: 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro. O dia 7, uma segunda-feira, foi incluído para aproveitar o feriado da Independência do Brasil.

Ao todo, a programação reúne 190 apresentações e mais de 1.300 artistas, com público estimado em 700 mil pessoas nos sete dias, cerca de 100 mil por dia.

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De acordo com o Diário do Rio, os ingressos de gramado e da Zona de Conforto para domingo se esgotaram em menos de 24 horas após a abertura das vendas.

O que acontece agora

O festival faz uma pausa após este fim de semana e retoma no dia 11 de setembro, com shows até o dia 13 para fechar a edição. A movimentação do festival na economia da cidade segue sendo medida ao longo dos dois fins de semana.

Na sexta-feira (4), o Bring Me The Horizon abriu o fim de semana pedindo ao público que cantasse em português. No sábado (5), o dia foi marcado pelo show do Sepultura, tradicional atração do dia do metal da edição.