A equipe de jornalismo da TMC 88.7 FM avaliou, ao vivo, que o primeiro debate ao governo de Minas Gerais 2026 teve audiência recorde para a emissora. Os jornalistas destacaram que nenhum candidato respondeu com clareza de onde sairia o dinheiro para as propostas discutidas, e leram o resultado como favorável a um segundo turno no estado.
O gerente regional da TMC, Andre Rocha, comemorou o resultado do debate entre Gabriel Azevedo (MDB), Ben Mendes (Missão) e Flávio Roscoe (PL), realizado na sede da emissora.
"Um debate histórico, o primeiro debate da TMC Minas Gerais, que não tem nem um ano", disse Rocha.
O programa reuniu mais de mil espectadores simultâneos e deve ultrapassar dez mil pessoas assistindo ao debate pela TMC Newsbr. Rocha citou ainda os dois direitos de resposta concedidos no programa, ambos solicitados por Gabriel Azevedo em réplica a Ben Mendes.
Para o gerente, houve ataques pessoais, como de costume em debates eleitorais, mas o saldo foi positivo, com os candidatos discutindo propostas para o estado.
A pergunta que ficou sem resposta
A repórter Mariana Reis resumiu o debate apontando uma lacuna comum às três candidaturas presentes. "De onde vai sair o dinheiro pra poder fazer algumas das coisas que eles propuseram aqui pra gente?", questionou Reis.
A apresentadora Marina Matos reforçou essa avaliação, apontando a questão fiscal como o principal entrave para o próximo governo mineiro. "Faltou como, quando, onde, quem, por quê?", avaliou Matos.
Segundo ela, os candidatos deixaram de detalhar valores e prazos para as propostas apresentadas no debate.
Confronto direto e ausências
O comentarista político Bruno Riz classificou o confronto direto entre os três candidatos como o principal ganho do debate. "Bem-Mendes, Gabriel e Flávio Roscoe se atacaram, se contraatacaram, às vezes um pouco além do limite", observou Riz.
Andre Rocha comentou a ausência de quatro candidatos mais bem posicionados nas pesquisas nacionais e estaduais, com exceção do senador Cleitinho.
Para o gerente, mesmo esse candidato precisa se provar hábil para ser governador, já que o cargo demanda mais capacidade de gestão do que os mandatos legislativos.
Bruno Riz avaliou que debates têm pouco poder de mudar o resultado da eleição, mas ajudam a tornar mais conhecidos os candidatos com baixa intenção de voto.
Ele citou o cenário nacional, no qual candidatos assim cresceram nas pesquisas depois de debates, enquanto nomes mais fortes evitaram esse tipo de confronto.
Sobre o desfecho da disputa mineira, a equipe de análise da TMC avaliou que o volume de candidatos favorece um segundo turno em Minas Gerais. Os jornalistas observaram que o estado concentra o segundo maior colégio eleitoral do país e ainda tem parcela expressiva de eleitores indecisos.
Na reta final do programa, a equipe destacou o calendário eleitoral. Faltam 30 dias para o dia 4 de outubro, data marcada para o primeiro turno das eleições em Minas Gerais.









































