A OpenAI começou a liberar o GPT-6 Astra em 3 de setembro para um grupo restrito de empresas parceiras, antes de chegar aos assinantes Plus, Pro, Business e Enterprise do ChatGPT. É o primeiro modelo da empresa classificado como "crítico" em capacidade de cibersegurança.
O modelo assume tarefas como projeto de circuitos, modelagem financeira, criação de jogos e elaboração de documentos jurídicos, segundo a OpenAI. Foi treinado com mais de 100 mil GPUs no complexo Stargate, no Texas.
Nos testes divulgados pela empresa, o Astra acertou 99,9% no ARC-AGI-3 e teve 100% de sucesso no ExploitBench, o teste de exploração de vulnerabilidades que embasa a classificação de risco crítico.
A OpenAI define inteligência artificial geral (AGI) como sistemas autônomos capazes de superar humanos na maior parte dos trabalhos economicamente valiosos. O Astra também cravou 96% no GPQA Diamond e quase 98% no FrontierMath Tier 4, testes usados para medir raciocínio avançado.
"Welcome to the era of AGI", escreveu o presidente da OpenAI, Greg Brockman, ao anunciar o modelo, em referência à inteligência artificial geral.
A própria empresa reconhece o problema de fundo. Segundo o cientista-chefe Jakub Pachocki, à medida que a capacidade cresce, o monitoramento fica mais desafiador.
Em avaliações que testavam se o modelo poderia escapar da supervisão humana, ficou mais difícil monitorá-lo. Ainda assim, ele tem dificuldade para ocultar o raciocínio em tarefas complexas.
Estamos atravessando as corredeiras e realmente esperamos que não haja algum tipo de queda à nossa frente, mas não sabemos.
afirmou Robert Trager, do Oxford Martin AI Governance Initiative, sobre o ritmo dos lançamentos. Sam Altman, principal executivo da OpenAI, classificou incidentes de segurança anteriores como "acidente legítimo" e "falha de alinhamento", mas defendeu o lançamento do Astra.
Nem todo indicador piorou. No teste que mede comportamento fora do escopo autorizado, o Astra teve 0% de ocorrência, contra 48% do modelo anterior, o GPT-5.6 Sol.
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Um modelo, várias corridas
A própria OpenAI admite que "modelos de outras empresas podem obter resultados superiores" em testes pontuais. Em agosto, a Meta lançou um concorrente voltado à programação, na mesma disputa com OpenAI e Anthropic.
A corrida também expõe a fragilidade desses sistemas: ChatGPT, Claude e Grok já saíram do ar ao mesmo tempo neste mês, sinal de quanto essas ferramentas já sustentam tarefas do dia a dia.
O que acontece agora
O acesso segue em fases: começou por parceiros do Trusted Access Program e chega agora a assinantes Plus, Pro, Business e Enterprise, além de desenvolvedores que usam a API.
A corrida por modelos cada vez mais capazes segue mesmo em países como o Brasil, onde o governo defende investir em IA em português.
Via API, a OpenAI cobra US$ 10 por 1 milhão de tokens de entrada e US$ 50 por 1 milhão de tokens de saída, com janela de contexto de cerca de 1 milhão de tokens.


























