O Brasil terá pelo menos cinco atos públicos nesta segunda-feira (7), Dia da Independência. Brasília recebe o desfile oficial do governo Lula na Esplanada dos Ministérios e quatro manifestações, duas delas contra o ministro do STF Alexandre de Moraes. Em São Paulo, Flávio Bolsonaro comanda um ato de campanha na Avenida Paulista.
O governo escolheu "Brasil Soberano" como mote do desfile. A programação leva nove pessoas formando a palavra "soberania" com camisetas amarelas e um bandeirão com a mesma frase.
"Nosso objetivo é mostrar que esse governo tem lado. Do lado do povo brasileiro", afirmou o ministro Sidônio Palmeira sobre a escolha do tema.
Lula participa do desfile após fazer pronunciamento em cadeia nacional no sábado (5). Ministros do STF foram convidados para acompanhar da tribuna de honra.
O que acontece em Brasília
A capital terá quatro manifestações fora do desfile oficial. Às 9h, um ato "Fora, Moraes" ocupa a frente do Banco Central, convocado por Sebastião Coelho, candidato ao Senado pelo Distrito Federal (Novo).
Às 10h, outro ato, "Fora, Moraes e Lula", reúne manifestantes na Funarte, com apoio da deputada federal Bia Kicis (PL) e do candidato Thiago Manzoni (PL).
Os dois atos citam a crise entre Moraes e o ministro André Mendonça, sobre a qual a PF fez relatório sem valor de prova que Moraes usou contra o colega.
A capital também tem o 32º Grito dos Excluídos, das 9h às 14h, na Praça Zumbi dos Palmares, com público estimado em 400 pessoas. Ao meio-dia, a Marcha das Religiões e Culturas Afro-Brasileiras ocupa a W3 Sul, com cerca de mil pessoas esperadas.
Uma Área de Restrição de Voo proíbe drones das 0h às 18h em todo o entorno do desfile.
A medida, do Gabinete de Segurança Institucional e da Secretaria de Segurança Pública do DF, busca reduzir riscos no que os órgãos chamam de "coração do poder em Brasília".
"O esquema de segurança para o desfile de 7 de Setembro está bastante reforçado, e a célula de inteligência está ativa", disse o secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury.
A campanha na Paulista
Em São Paulo, o PL organiza um ato de campanha na Avenida Paulista para "mobilizar eleitores nas ruas", segundo o partido.
A estratégia repete a de Jair Bolsonaro em 2022, quando um desfile militar foi seguido por discursos de campanha no mesmo feriado. Lula, por sua vez, prioriza a agenda presidencial em Brasília e não tem ato de campanha próprio marcado para a data.
O mesmo pano de fundo, a crise entre Moraes e Mendonça no STF, motiva os dois protestos marcados para a capital federal.























































