O prazo de registro de candidaturas às eleições de 2026 terminou em 15 de agosto, e o retrato que sobrou é desigual: Minas Gerais tem 11 candidatos ao governo, o Paraná tem três nomes competitivos e a Bahia segue em empate técnico entre dois, enquanto outros estados já têm favorito consolidado.
Minas Gerais: 11 nomes e uma mulher
Em Minas Gerais, 11 candidatos disputam o governo, segundo registro no TSE encerrado em 15 de agosto. É o maior número entre os estados nesta eleição.
Entre os 11 estão o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), o ex-ministro Patrus Ananias (PT) e o atual governador em exercício, Mateus Simões (PSD).
Apenas uma candidata é mulher, Indira Xavier (UP). O estado tem 16.377.659 eleitores aptos a votar, o segundo maior colégio eleitoral do país, 10,32% de todo o eleitorado brasileiro.
Paraná e Bahia: disputa em aberto
No Paraná, a primeira pesquisa divulgada após o registro das candidaturas, do instituto Paraná Pesquisas, mostra o senador Sergio Moro (PL) com 46,1% das intenções de voto. Requião Filho (PDT) aparece em segundo, com 23,4%, e Sandro Alex (PSD) soma 16,5%.
É uma dinâmica diferente da fragmentação mineira. Em Minas, o número alto vem da quantidade de candidatos registrados. No Paraná, vem da disputa real entre três nomes nas pesquisas.
Na Bahia, ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo Rodrigues (PT) empatam tecnicamente, com 44% e 42% no cenário estimulado, segundo pesquisa Real Time Big Data de 11 de agosto. Na simulação de segundo turno, a diferença também fica dentro da margem de erro.
O quadro contrasta com outras corridas estaduais. Em São Paulo, Tarcísio de Freitas soma 50% e folga de 16 pontos sobre Haddad em duas pesquisas. Em Pernambuco, Raquel Lyra e João Campos empatam com 43% cada.
A fragmentação eleitoral de 2026 não é um fenômeno nacional uniforme. É uma característica de alguns estados. Minas Gerais, com 11 nomes na cédula, é o caso mais extremo do país nesse critério.
O que muda para o eleitor
Quanto mais dividida a disputa, estatisticamente maior a chance de haver segundo turno. É o cenário mais aberto hoje no Paraná, onde os três primeiros colocados somam menos de 90% dos votos válidos, e na Bahia, onde os dois primeiros ficam dentro da margem de erro.
Em Minas, com 11 nomes na disputa, a pergunta que fica é quantos deles vão de fato disputar votos até outubro.


























