Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), líderes nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência, escolheram Minas Gerais como prioridade na primeira semana oficial de campanha. Os dois vão a Belo Horizonte para lançar as candidaturas de Patrus Ananias e Flávio Roscoe ao governo do estado.
Segundo a agenda das campanhas mapeada pela CNN Brasil, Flávio Bolsonaro chegou primeiro. Na segunda-feira (17 de agosto), ele fez uma motociata pela manhã em Juiz de Fora, com concentração no aeroporto e chegada à Praça da Estação da cidade.
À noite do mesmo dia, o candidato do PL participou, em Belo Horizonte, do lançamento da candidatura de Flávio Roscoe ao governo de Minas.
Lula tem seu lançamento de campanha em Minas marcado para a sexta-feira (21 de agosto), também em Belo Horizonte, em ato ligado à candidatura de Patrus Ananias, ex-prefeito da capital mineira, ao governo do estado.
Antes de Minas, o primeiro compromisso de Lula na campanha foi em São Bernardo do Campo, em São Paulo.
O petista volta a Belo Horizonte em 29 de agosto para um encontro nacional com eleitoras mulheres.
Por que Minas pesa tanto na disputa
Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país. O histórico das eleições presidenciais no Brasil mostra que o candidato vencedor no estado costuma também vencer a disputa nacional.
É essa lógica que explica por que as duas campanhas líderes nas pesquisas concentram agenda na mesma capital, na mesma semana, em torno dos candidatos que apoiam ao governo mineiro.
Quem são os candidatos ao governo de MG
Patrus Ananias, de 74 anos, é deputado federal e concorre pela coligação PT/PCdoB/PV/PSB/PSOL/Rede, com Jarbas Soares (PSB) na vice. Antes dele, o PT tentou emplacar Rodrigo Pacheco, que desistiu, e depois Marília Campos, que recusou o convite.
Flávio Roscoe, de 54 anos, é empresário nascido em Belo Horizonte e ex-presidente da Fiemg. Concorre pelo PL em chapa isolada, com Ellen Miziara na vice.
Antes de lançar Roscoe, o PL avaliou apoiar o senador Cleitinho Azevedo, mas as indefinições sobre a candidatura dele levaram o partido a optar por um nome próprio.


























