O governador de Minas Gerais Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição, prometeu nesta campanha criar uma Política Integrada de Saúde e Educação para atender crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e doenças raras. Deputados de oposição na Assembleia Legislativa (ALMG) apontam que medida semelhante foi vetada pelo próprio governo em 2025.
A proposta foi anunciada em 24 de agosto, durante visita à primeira escola municipal especializada de Betim. Simões defendeu integrar profissionais de saúde, educação e assistência social num só atendimento para crianças com TEA e doenças raras.
A escola visitada integra o programa Betim Inclusiva, da prefeitura, que atende parte dos cerca de 3.900 estudantes da rede municipal que precisam de atendimento especializado. O programa prevê oito equipes multiprofissionais e planeja 20 salas multissensoriais até 2028.
Deputados de oposição contestam a novidade do anúncio estadual. Eles citam o Veto 20/2025, que barrou parte da Lei Orçamentária de 2025 e destinaria recursos a cursos de graduação para profissionais especializados em TEA, além da construção de centros de atendimento integral a pessoas autistas.
Simões era vice-governador quando o veto foi assinado, ainda na gestão de Romeu Zema (Novo), hoje candidato à Presidência. A proposta de campanha retoma, portanto, uma política que o próprio governo do qual ele fazia parte rejeitou.
Não é o primeiro veto ao tema
Não é a primeira vez que o governo de Minas barra pauta de TEA. Em 2023, já sob a mesma gestão, houve veto a uma proposta de criação de centros de atendimento a pessoas do espectro autista no estado.
O padrão de vetos repetidos ao longo de dois anos é o que sustenta a crítica da oposição de que a proposta de agora contraria o histórico do próprio governo.
Simões chegou à candidatura à reeleição pelo PSD, oficializada em convenção no início de agosto. Ele aparece com 7% das intenções de voto para o governo de MG, atrás de Cleitinho Azevedo, Patrus Ananias e Alexandre Kalil.
Os números são de pesquisa Quaest divulgada em 25 de agosto, e ajudam a explicar a estratégia de campanha de Simões de tentar se diferenciar de Zema, seu antecessor, com pautas de inclusão social.
O que acontece agora
A eleição para governador de Minas Gerais acontece em outubro, junto com a disputa presidencial. Os 11 candidatos registrados no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais seguem agenda de campanha até lá.
A proposta de Simões para o TEA ainda não tem prazo definido para virar projeto de lei.























































































