O senador Cleitinho (Republicanos) lidera a disputa pelo governo de Minas Gerais com 29% das intenções de voto no cenário estimulado, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25). Ele aparece à frente do ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias (PT), com 11%, e do também ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT), com 10%.
A Quaest ouviu 1.506 eleitores mineiros entre 21 e 24 de agosto, a pedido do Grupo Globo. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de confiança. A pesquisa está registrada no TSE sob o número MG-04060/2026.
Depois de Kalil, que retomou a campanha nesta semana, aparecem o ex-secretário de Fazenda Mateus Simões (PSD), com 7%, o deputado federal Gabriel Azevedo (MDB), com 5%, e o ex-deputado Flávio Roscoe (PL), com 3%. Os demais candidatos somam 2% ou menos cada um.
No cenário espontâneo, quando o entrevistado responde sem ouvir a lista de nomes, Cleitinho tem 11%. Oitenta por cento dos entrevistados não souberam citar nenhum candidato, o que mostra o tamanho do eleitorado ainda sem definição a dois meses da eleição.
Como fica no 2º turno
A Quaest simulou seis cenários de segundo turno para o governo de Minas Gerais. Cleitinho venceria em todos os três em que aparece: 51% a 26% contra Patrus, 48% a 27% contra Kalil e 49% a 17% contra Simões.
Nos três cenários sem Cleitinho, a disputa fica mais equilibrada. Kalil bateria Patrus por 42% a 18%, enquanto Simões e Kalil empatam tecnicamente, com 32% a 30%. Patrus venceria Simões por 35% a 31%.
Em todas as simulações, a fatia de indecisos e votos brancos ou nulos passa de 20%. Essa margem deixa espaço para o resultado mudar até a votação, sobretudo nos duelos mais apertados.
O confronto escala à medida que se aproxima o início oficial da propaganda eleitoral no rádio e na TV, marcado para 28 de agosto. A partir dali, o eleitor passa a ver os candidatos na tela, não só nas pesquisas.
O levantamento chega dias depois de a Justiça Eleitoral divulgar o patrimônio declarado por cada um dos concorrentes ao governo, que vai de zero a R$ 13,3 milhões.
O que os números ainda não decidem
Cinco candidatos aparecem no cenário estimulado com votação relevante, e três deles vencem ao menos uma simulação de segundo turno. É um número alto de pré-candidatos ainda viáveis a dois meses da eleição.
O espontâneo mostra 80% de indecisos, e cada duelo simulado de segundo turno mantém mais de 20% de indecisos ou votos em branco. A distância de Cleitinho na liderança, sozinha, não fecha a conta sobre quem chega ao segundo turno.






















































































