A Polícia Civil e a Polícia Militar prenderam nesta terça-feira (25) Luana Rosa de Araújo, a "Madrinha da Cidade Alta", em nova fase da ocupação ao Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio. Ela é apontada como uma das pessoas de maior confiança do traficante Álvaro Malaquias Santos Rosa, o Peixão, líder do Terceiro Comando Puro (TCP) na região.
Segundo a Polícia Civil, Luana administrava pontos de venda de drogas em Cidade Alta, Cordovil e Parada de Lucas, além de manter influência na distribuição em Imbariê e Massapê, em Duque de Caxias. A investigação é conduzida pela 38ª Delegacia de Polícia (Braz de Pina).
De acordo com a apuração policial, Peixão deu a Luana um fuzil pintado de rosa, tratado pelos investigadores como símbolo de confiança dentro da estrutura da facção. Ela também é apontada como responsável pela contabilidade do tráfico na área.
O que mais a polícia apura
A Polícia Civil investiga a participação de Luana na expulsão de moradores de unidades do programa habitacional Minha Casa Minha Vida na região. Segundo a apuração, parte dos apartamentos esvaziados foi transformada em ponto de venda de drogas e esconderijo de integrantes da facção.
Ela também é suspeita de ordenar ataques a ônibus em Duque de Caxias. A polícia não detalhou nesta fase da investigação quantos ataques ou quando ocorreram. A prisão faz parte de dezenas de mandados em aberto contra o grupo de Peixão.
A captura acontece um dia depois de a Polícia Militar declarar que a ocupação ao Complexo de Israel passaria a valer por tempo indeterminado, decisão tomada após dois caminhões serem incendiados para bloquear a Avenida Brasil.
Antes disso, a região já havia sido alvo de uma megaoperação na sexta-feira (21), quando um motorista de ônibus foi baleado por bala perdida, e de uma ação que fechou a Avenida Brasil e mirou casos de intolerância religiosa em Vigário Geral.
O Complexo de Israel reúne as comunidades de Vigário Geral, Parada de Lucas, Cordovil, Cidade Alta, Pica-Pau e Cinco Bocas. A prisão de uma integrante com papel de gestão financeira mira o dinheiro do tráfico, não só o armamento, diferente dos balanços anteriores da operação, concentrados em fuzis e barricadas apreendidos.
O que acontece agora
A Polícia Civil segue cumprindo o restante dos mandados de prisão contra o grupo de Peixão, ainda sem prazo definido para encerrar a fase de buscas. A ocupação militar das seis comunidades continua por tempo indeterminado, com a Avenida Brasil e a Linha Vermelha sujeitas a bloqueios pontuais em caso de novo confronto.




























