O turismo de negócios movimentou R$ 8,4 bilhões no Brasil entre janeiro e julho de 2026, o maior valor já registrado para o período. O resultado é 8,1% maior que os R$ 7,8 bilhões contabilizados nos sete primeiros meses de 2025, segundo o Ministério do Turismo, com dados compilados pela Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp).
As viagens aéreas corporativas foram o principal motor do resultado, somando R$ 5 bilhões no período, alta de 11,94% sobre 2025. Hotéis vieram em seguida, com R$ 2,5 bilhões movimentados, alta de 3,26%.
A rede hoteleira de luxo também aposta na retomada. O Copacabana Palace anunciou a reabertura do Edifício Piscina, com 68 suítes, em novembro.
Dois itens menores cresceram em ritmo mais acelerado. O seguro-viagem somou R$ 23,1 milhões, alta de 64,6%, e o transfer somou R$ 44,4 milhões, alta de 22,1%. Julho isolado faturou R$ 1,26 bilhão, crescimento de 2,17% sobre julho de 2025.
"Cada viagem corporativa ativa uma engrenagem gigantesca, do transporte à hotelaria", disse o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, ao comentar o resultado.
Um setor que ainda se recupera
O segmento de turismo de negócios é apontado como um dos motores da recuperação de setores afetados pela pandemia, sobretudo aviação e hotelaria. O setor de aviação já se aproximava dos níveis pré-pandemia, de 2019, por volta de 2024.
Parte desse fôlego aparece também nos aeroportos. A aviação doméstica bateu recorde de passageiros em 26 anos no Brasil, embalada tanto pelo turismo de lazer quanto pelo corporativo.
Já em julho, um levantamento próprio do setor mostrava como as viagens corporativas vêm transformando o mercado de hospedagem no país, com hotéis se adaptando à demanda de quem viaja a trabalho.
Consultorias do setor já projetam que as viagens corporativas devem movimentar R$ 158 bilhões no Brasil ao longo de 2026 inteiro, o que dá a dimensão do mercado por trás dos R$ 8,4 bilhões específicos do turismo de negócios.
O que acontece agora
Com o resultado de julho ainda em ritmo de alta, o Ministério do Turismo deve divulgar o balanço de agosto nas próximas semanas.
O número vai mostrar se o setor mantém o ritmo de dois dígitos das viagens aéreas ou se a alta começa a perder força no segundo semestre.


























