O Brasil embarcou 3,43 milhões de toneladas de milho nos 15 dias úteis de agosto, a metade do volume do mesmo período de 2025. Apesar da queda de 29,8% no ritmo diário de exportação, o preço da tonelada subiu 9,6% na comparação anual, para US$ 217, segundo boletim da Notícias Agrícolas.
A média diária embarcada neste mês é de 228.923,9 toneladas, contra 326.127,1 toneladas no mesmo período de 2025. Na semana anterior, a média diária estava em 221.630,7 toneladas, o que indica leve melhora dentro do próprio mês de agosto.
A receita total do período soma US$ 745 milhões, bem abaixo dos US$ 1,355 bilhão registrados em agosto de 2025. A média diária de receita é de US$ 49,671 milhões.
O boletim da Notícias Agrícolas registra um paradoxo para o início de agosto. O Brasil está exportando menos milho, mas vendendo cada tonelada mais cara do que há um ano.
O milho não está sozinho
Outras culturas de exportação também mostram movimentos mistos nesta safra. O café teve alta de 9,9% nas exportações no início da safra 2026/27, com o mesmo tipo de pressão de preço no mercado internacional.
Já o balanço da safra de grãos como um todo veio misto: o Brasil colheu uma safra recorde de grãos, mas faturou menos do que no ciclo anterior, em razão da queda generalizada de preços agrícolas ao longo do ano.
Enquanto isso, a estiagem já ameaça o plantio da próxima safra de soja em Mato Grosso e Goiás, outra frente que o setor agrícola acompanha nesta reta final de agosto.
Os números desta safra ainda não fecham o mês: o boletim usado nesta reportagem cobre só os 15 primeiros dias úteis de agosto, e o resultado completo do mês só fica claro na próxima atualização da Notícias Agrícolas.


























