O abate de bovinos no Brasil somou 10,72 milhões de cabeças no segundo trimestre de 2026, alta de 4,2% em relação aos três meses anteriores e de 1,3% frente ao mesmo período de 2025. Os dados são da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais do IBGE, divulgada nesta quarta-feira (19).
A produção de carcaça bovina chegou a 2,76 milhões de toneladas no trimestre. O avanço foi de 4,7% sobre os três meses anteriores e de 3% sobre o mesmo intervalo de 2025, segundo o instituto.
Suínos também aceleram
O abate de suínos seguiu a mesma direção. Foram 15,58 milhões de cabeças abatidas no trimestre, alta de 2% frente ao período anterior e de 3,2% no acumulado de doze meses.
A produção de carcaça suína somou 1,49 milhão de toneladas, aumento de 4,5% no trimestre e de 4,8% no acumulado de doze meses.
Frango foi na contramão
O abate de frangos foi na direção contrária. O IBGE contabilizou 1,69 bilhão de cabeças abatidas, queda de 1,2% em relação ao primeiro trimestre, mesmo com alta de 2,8% na comparação com o mesmo período de 2025.
A carne bovina puxou o crescimento do trimestre; a de frango foi a única das três a recuar na comparação com os três meses anteriores.
Mesmo assim, a produção de carcaça de frango cresceu 5,1% no acumulado de doze meses, para 3,74 milhões de toneladas, o maior porcentual entre as três proteínas nessa comparação.
A pesquisa do IBGE também mediu leite, couro e ovos no período. A captação de leite somou 6,61 bilhões de litros, queda de 2,5% sobre o trimestre anterior, ainda que 1% acima do mesmo intervalo de 2025.
A produção de couro bovino cresceu 1,9%, para 10,96 milhões de peças. A de ovos de galinha avançou 2,6% no trimestre, para 1,25 bilhão de dúzias.
A pesquisa contabiliza só os abates registrados sob algum serviço de inspeção sanitária, oficial ou municipal. O levantamento não trouxe os números por estado nesta divulgação.
A oferta maior de carne no país acontece enquanto outro item do prato do brasileiro segue pressionado: o preço do arroz subiu 22% em seis semanas, com a saca já acima de R$ 73.


























