Uma pesquisa Real Time Big Data, contratada pela Gazeta do Povo, mostra a governadora Celina Leão (PP) na liderança de todos os cenários simulados para o governo do Distrito Federal. No primeiro turno, ela soma 34% das intenções de voto, contra 22% do ex-governador José Roberto Arruda (PSD) e 18% de Leandro Grass (PT).

O levantamento ouviu 1.600 eleitores do DF entre 14 e 18 de agosto, em cenário estimulado. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, o nível de confiança é de 95% e a pesquisa está registrada no TSE sob o número DF-07849/2026.

Em um segundo cenário, com menos nomes na disputa, Celina Leão sobe para 45%, contra 20% de Grass e 10% de Paula Belmonte (PSDB).

Nas simulações de segundo turno, Celina venceria Arruda por 42% a 30% e derrotaria Grass por 51% a 32%. Num cenário sem Celina, Arruda bateria Grass por 44% a 34%.

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Celina Leão assumiu o governo do DF em 28 de março, quando Ibaneis Rocha (MDB) renunciou para se desincompatibilizar e concorrer ao Senado, um ano após a compra do Banco Master pelo BRB gerar investigações e pedidos de impeachment contra ele.

Ibaneis depois desistiu da candidatura ao Senado. Celina registrou a própria candidatura à reeleição em 15 de agosto, no último dia do prazo do TSE, pela coligação Propósito e Ação, com 11 partidos.

A aposta de Arruda para voltar ao Buriti

José Roberto Arruda foi o primeiro governador do Brasil preso durante o mandato, entre fevereiro e abril de 2010, no escândalo conhecido como Mensalão do DEM. Teve o mandato cassado naquele mesmo ano por infidelidade partidária.

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Sua candidatura de 2026 depende de uma mudança na Lei da Ficha Limpa aprovada pelo Congresso em 2025, que passou a contar o prazo de inelegibilidade a partir da primeira condenação por órgão colegiado, em 2014 no caso dele.

O que ainda pode mudar a disputa

O STF começou a julgar a constitucionalidade dessa mudança em maio, mas o ministro Gilmar Mendes pediu vista, com prazo até 26 de agosto para devolver o processo ao plenário, data posterior ao fim do registro de candidaturas.

Enquanto o julgamento não termina, a nova regra vale e Arruda segue candidato. A palavra final sobre a candidatura dele cabe à Justiça Eleitoral.