O primeiro debate presidencial da eleição de 2026 acontece neste domingo (23), às 20h, nos estúdios da Band em São Paulo. Os dois nomes que lideram as pesquisas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), não vão participar.
A Band chegou a mudar a data do encontro, de 16 para 23 de agosto, numa tentativa de acomodar a agenda de Lula. Mesmo assim, o Planalto confirmou que o presidente não vai comparecer.
Quem vai ao debate no lugar dos favoritos?
Com as duas ausências, ficam confirmados Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).
Seguindo a tradição da emissora, os púlpitos reservados a Lula e Flávio ficam vazios durante o programa.
Segundo a pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (21), Lula lidera o cenário estimulado de primeiro turno com 39% das intenções de voto, à frente de Flávio.
Os quatro presentes no debate de domingo somam, juntos, uma fatia de eleitorado bem menor que a de qualquer um dos dois isoladamente.
Pablo Marçal (PRTB) pediu para entrar no debate, mas foi proibido pelo TSE de participar de confrontos e atos formais de campanha até o tribunal decidir sobre o registro de sua candidatura.
Ele prometeu ir à Band mesmo assim, "de dentro ou de fora", sinalizando que pretende transformar a área externa da emissora em palco para suas redes.
Faltar a debate é estratégia antiga na política brasileira
Não existe lei que obrigue um candidato a participar de debate eleitoral. A presença é decisão voluntária de cada campanha, e a Justiça Eleitoral não prevê punição, multa ou perda de tempo de propaganda para quem falta.
O roteiro já se repetiu outras vezes. Fernando Henrique Cardoso evitou todos os debates de 1998, quando concorria à reeleição.
Em 2006, o próprio Lula não participou dos debates do primeiro turno por avaliar que tinha vantagem confortável sobre Geraldo Alckmin.
Em 2018, não houve debate algum no segundo turno, pela primeira vez desde a redemocratização, depois de Jair Bolsonaro recusar os convites de confronto direto com Fernando Haddad.
O debate muda alguma coisa até outubro?
Sem os dois nomes que concentram a maior parte da atenção do eleitor, o debate de domingo se torna a principal vitrine da eleição para quem soma, hoje, uma fração pequena das intenções de voto.
Resta saber se essa exposição extra muda algo no cenário até outubro. O padrão histórico sugere que o debate rende manchete, mas raramente altera quem lidera a corrida.





































