O governo federal escolheu o Rio Grande do Norte para sediar o supercomputador nacional de inteligência artificial, orçado em R$ 959 milhões. O equipamento vai funcionar no Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo, ligado à UFRN, em Macaíba, na região metropolitana de Natal.

O edital de compra foi publicado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) no Diário Oficial da União.

Os interessados em fornecer a máquina apresentam suas propostas de técnica e preço em 8 de outubro, em audiência presencial na sede do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis (RJ).

O quanto essa máquina processa

A capacidade prevista é de 7.200 petaflops, o equivalente a 7,2 quintilhões de operações matemáticas por segundo. Para comparação, o Santos Dumont, hoje o supercomputador mais potente do país, opera com 27 petaflops.

O investimento sai do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). A operação do modelo de linguagem nacional que vai rodar na máquina está prevista para julho de 2027.

A ministra Luciana Santos (PC do B) associou o projeto à redução da dependência externa em inteligência artificial. "A gente vai reduzir nossa dependência. Sessenta por cento de tudo que é processado da inteligência brasileira é feito fora", disse a ministra.

O que o vencedor precisa entregar

O MCTI exige das empresas interessadas "compromissos mensuráveis de transferência de tecnologia, capacitação de profissionais brasileiros e co-desenvolvimento da pilha nacional de software de IA".

O edital também prevê contrapartidas em pesquisa e desenvolvimento, conteúdo local e participação de fornecedores brasileiros na cadeia. A expectativa do governo é capacitar 5 mil profissionais brasileiros ao longo de cinco anos.