O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição, defendeu nesta sexta-feira (21), em Poços de Caldas, no Sul do estado, um plano de capacitação profissional para mulheres. Segundo ele, ampliar a capacidade de geração de renda ajuda a romper o ciclo de violência doméstica.
A fala ocorreu durante um almoço com lideranças femininas organizado pela primeira-dama do município, Camilla Furtado. Para Simões, mulheres com menos qualificação técnica ficam mais limitadas no mercado de trabalho, o que reduz sua capacidade de sair de situações de violência psicológica, financeira ou física.
O que prevê o plano de governo
O programa inclui três frentes: ampliar as patrulhas de prevenção para todos os municípios mineiros, expandir as delegacias especializadas de atendimento à mulher e criar um protocolo integrado entre Polícia Militar, Polícia Civil, saúde e assistência social.
O governo cita como referência a evolução dos últimos oito anos: as patrulhas de prevenção passaram de 25 para 134 municípios atendidos. Hoje o estado tem 70 delegacias especializadas, sendo 13 no Sul de Minas, uma delas na própria Poços de Caldas.
Simões governa Minas desde 22 de março, quando Romeu Zema (Novo) renunciou ao cargo para concorrer à Presidência da República. Vice eleito na chapa de Zema em 2022, Simões oficializou a candidatura à reeleição em convenção do PSD no dia 2 de agosto.
O governador também comentou, em entrevista à CNN na quinta-feira (20), a possibilidade de mudança na presidência da Cemig, cotada como parte de negociações com o União Brasil por apoio de campanha.
"A Cemig é uma empresa listada e a decisão sobre a presidência ficou no conselho", disse, afirmando ter "absoluta confiança" no atual presidente da estatal, Alexandre Ramos Peixoto.
Ele descartou privatizar a Cemig, mas defende repetir na Gasmig o modelo adotado na venda da Copasa.
Outros candidatos também apresentaram propostas nesta sexta. Alexandre Kalil (PDT), que lidera o patrimônio declarado ao TSE entre os candidatos ao governo, colocou a renegociação da dívida de R$ 200 bilhões de Minas com a União como prioridade de seu plano de governo, caso seja eleito.
Uma pesquisa Real Time Big Data, contratada pelo próprio instituto e divulgada em 30 de julho, mostra Cleitinho (Republicanos) na liderança, com 36% a 38% das intenções de voto, seguido por Kalil, com 15%, e Patrus Ananias (PT), com 14%.
O levantamento ouviu 2.000 eleitores mineiros entre 25 e 29 de julho, com margem de erro de 2 pontos e registro MG-06475/2026 no TSE. Ao todo, 11 candidatos disputam o governo de Minas.
O primeiro turno das eleições estaduais é em 4 de outubro, com segundo turno, se necessário, em 25 de outubro.





































































