A Vale informou nesta quinta-feira (20) que mais 19 municípios elegíveis aderiram ao Acordo Definitivo de reparação pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG).
Com a nova adesão, o total sobe para 45 dos 49 municípios elegíveis. Quatro cidades ainda não aderiram.
Os municípios que entram agora recebem, em parcela única e em até 30 dias após a homologação, um valor equivalente às três parcelas já pagas às cidades que aderiram antes.
A adesão exige que o município renuncie a ações e procedimentos judiciais relacionados ao rompimento da barragem, tanto no Brasil quanto no exterior.
A mediação é conduzida pelo Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6).
O que está em jogo na reparação
Ao todo, cerca de R$ 2,6 bilhões estão destinados a políticas públicas de reparação e compensação para os municípios elegíveis.
A barragem de Fundão, da mineradora Samarco, joint venture entre Vale e a anglo-australiana BHP Billiton, rompeu em Mariana em 2015, com impactos ambientais, sociais e econômicos em toda a bacia do Rio Doce.
O acordo de reparação foi homologado pelo STF em novembro de 2024, quase uma década depois do desastre.
A notícia da adesão ajudou a puxar as ações da mineradora na Bolsa nesta sexta-feira (21): o papel VALE3 subiu 2,13%, também beneficiado pela alta do minério de ferro.
"Depois de fortes quedas, há um ajuste natural. Nada além disso", disse Marcelo Boragini, chefe de renda variável da Davos, sobre o movimento do Ibovespa no dia.


























