O deputado federal Patrus Ananias (PT), candidato ao governo de Minas Gerais, participa nesta sexta-feira (21), às 19h, de um ato de campanha ao lado do presidente Lula na Praça da Estação, em Belo Horizonte. Patrus afirma que a amizade de décadas com Lula pesou na decisão de aceitar a candidatura.
"Foi uma conversa fraterna. A minha relação de amizade com Lula é de muitas décadas", disse Patrus. "Eu fiz a opção com convicção, e estou fazendo campanha com coração alegre."
Patrus não foi a primeira escolha de Lula para o governo de Minas. Por mais de 18 meses, o presidente tentou convencer o senador Rodrigo Pacheco (PSD) a topar a candidatura, mas o senador desistiu em maio.
Lula então procurou a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), que preferiu disputar uma vaga no Senado.
Patrus aceitou o convite em 16 de julho, 18 dias antes do prazo do TSE para as convenções partidárias.
Ex-prefeito de Belo Horizonte e atual deputado federal, Patrus também foi ministro no primeiro governo Lula.
A costura da candidatura também expôs divisões no PT mineiro. Uma prefeita petista chegou a apoiar publicamente Cleitinho e foi ameaçada de punição pelo partido.
Pesquisa do instituto Real Time Big Data, por encomenda própria e divulgada em 30 de julho com 2.000 entrevistados ouvidos entre 25 e 29 de julho, mostrava Cleitinho (Republicanos) na liderança isolada, com 36% das intenções de voto.
A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, com 95% de confiança, sob registro TSE MG-06475/2026. Patrus aparecia com 14%, tecnicamente empatado com Kalil (PDT), que tinha 15%.
Sem Cleitinho no cenário, a mesma pesquisa projetava Kalil com 20% e Patrus com 17%.
As mesmas pesquisas apontavam Mateus Simões (PSD) com 10% e Gabriel Azevedo (MDB) com 7%, outros dois nomes na disputa.
Kalil, o principal rival de Patrus na briga pela segunda posição, pausou a campanha ao governo de MG depois de um transplante de córnea nesta semana.
O efeito da fragmentação na disputa mineira
Com Cleitinho na casa dos 36% e Kalil e Patrus tecnicamente empatados na briga pela segunda posição, a mais de 20 pontos percentuais do líder, a disputa pelo governo de Minas caminha para ficar fragmentada entre pelo menos três nomes competitivos.
A pergunta que fica para o eleitor mineiro é se essa distância entre os concorrentes se mantém conforme a campanha avança.


























