O Enem 2026 somou 5.055.818 inscrições confirmadas, alta de 47,1% em relação à edição anterior. É o maior número de inscritos desde 2022, depois de cinco anos seguidos de estagnação no exame.

O salto tem uma causa direta: a partir desta edição, os estudantes concluintes do ensino médio da rede pública passaram a ser inscritos automaticamente, com base em dados que as próprias redes de ensino enviam ao MEC pelo Sistema MEC Gestão Presente.

Antes, era preciso preencher um formulário próprio para se inscrever. Agora, o aluno da rede pública já entra inscrito, e só precisa acessar a Página do Participante para escolher o idioma estrangeiro, preencher o questionário socioeconômico e pedir atendimento especializado, se for o caso.

O objetivo declarado é reduzir faltas na prova

A mudança nasceu para atacar um problema antigo do Enem: o alto número de inscritos que nunca aparece para fazer a prova. Ao inscrever o aluno automaticamente, o MEC busca reduzir esse tipo de ausência.

Para dar conta do volume maior de candidatos, o Inep também ampliou a estrutura de aplicação. Cerca de 10 mil novas escolas passam a servir como locais de prova, e o exame chega a 95 novos municípios.

Ainda assim, o recorde histórico do Enem segue distante: em 2014, o exame teve 8.722.290 inscritos, quase 3,7 milhões a mais do que em 2026.

As provas acontecem em 8 e 15 de novembro, sempre às 13h30 no horário de Brasília. No primeiro dia, Linguagens, Ciências Humanas e a redação. No segundo, Ciências da Natureza e Matemática.

O que ainda não dá para saber

A inscrição automática resolve a barreira burocrática de preencher formulário, mas não garante, sozinha, que o aluno vá até a sala de prova em novembro.

O próprio objetivo declarado da política é reduzir a ausência no dia do exame, não apenas inflar o número de inscritos. Se isso vai se confirmar só o comparecimento nos dois domingos de prova vai mostrar.