O Irã prometeu nesta sexta-feira (21) uma resposta "esmagadora, punitiva e devastadora" a qualquer nova ameaça dos Estados Unidos, depois de o governo americano avisar que vai anunciar na segunda-feira (24) o que chamou de sanções mais duras da história contra o país.
"As Forças Armadas iranianas responderão a novas ameaças do inimigo com respostas esmagadoras, punitivas e devastadoras", disse o general Ali Abdollahi, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, citando as áreas terrestre, marítima, aérea e cibernética.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que as novas sanções miram a liderança do país. O presidente Donald Trump avisou que haverá consequências para qualquer nação que der apoio financeiro ao Irã.
Por que isso afeta o preço da gasolina no Brasil
A guerra entre Irã e Estados Unidos, iniciada em março, já levou o barril do petróleo Brent a US$ 116 no fim de março e a superar os US$ 100 novamente em julho.
Só 7 navios mercantes cruzaram o Estreito de Ormuz em 20 de agosto, ante mais de 130 por dia antes da guerra começar.
O estreito responde por cerca de 20% do comércio mundial de petróleo, e o risco de bloqueio encarece fretes, seguros marítimos e as cotações internacionais do barril.
É nesse cenário que o governo brasileiro avalia prorrogar por mais um mês a subvenção de R$ 0,44 por litro paga a produtores e importadores de gasolina, hoje administrada pela Agência Nacional do Petróleo.
O benefício vale desde 25 de maio e vence em 31 de agosto deste ano.
A subvenção já havia sido renovada em julho, quando o ministro da Fazenda, Dario Durigan, assinou a extensão por mais 30 dias. Segundo o governo, a continuidade do conflito no Oriente Médio é o que justifica manter o desconto.
Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano e negociador-chefe do país, disse que os EUA concluíram que não podem vencer um confronto militar direto, e classificou as sanções como "injustas", acusando Washington e Israel de guerra econômica.


























