A Polícia Federal, a Receita Federal e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram nesta terça-feira (25) a Operação Snooker 2, contra um esquema de corrupção e fraude em importações ligado ao Aeroporto Internacional de Fortaleza. Foram presos um auditor-fiscal da Receita e dois empresários.
Os alvos cumpriram 3 mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão em Fortaleza, Caucaia e Eusébio, no Ceará, além de Salvador, na Bahia.
Segundo as investigações, o esquema declarava falsamente mercadorias importadas para reduzir tributos. Joias de prata, por exemplo, eram descritas como bijuterias.
A Receita Federal também aponta subdeclaração de valores nas importações e o fornecimento, pelo auditor-fiscal, de informações sigilosas de comércio exterior a terceiros ligados ao esquema.
Como as investigações dividem o esquema
A PF organiza o grupo em quatro núcleos: público, empresarial, financeiro e auxiliar. Cada um teria uma função na fraude, da declaração falsa à movimentação do dinheiro.
O volume de recursos dá a medida do esquema. As investigações apontam mais de R$ 27 milhões movimentados entre empresas ligadas ao grupo, além de cerca de R$ 31,8 milhões em criptoativos incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.
O auditor-fiscal teria recebido cerca de R$ 6,8 milhões em propina. O segundo núcleo do esquema movimentou, segundo a PF, ao menos R$ 2,5 milhões em pagamentos irregulares.
A Snooker 2 é a segunda fase de uma investigação que começou em setembro de 2025. Já em agosto deste ano, antes da nova fase, reportagens locais indicavam que o auditor era apontado como suspeito de liderar o esquema de fraude nas importações.
PF mira servidores públicos suspeitos de corrupção
A Snooker 2 é a mais recente de uma sequência de operações da PF contra servidores públicos nas últimas semanas. Em 19 de agosto, a Operação Sinon mirou um delegado suspeito de vender informações sigilosas.
Nesta mesma terça, outra ação prendeu 25 suspeitos de fraudar R$ 86 milhões do INSS em Minas Gerais e no Espírito Santo.
Há duas semanas, a PF também mirou uma milícia suspeita de movimentar R$ 350 milhões na Baixada Fluminense.
O que acontece agora
Os investigados respondem por organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e fraude aduaneira, segundo o MPF. Os presos ficam à disposição da Justiça Federal, que vai analisar a manutenção das prisões preventivas.


























