Os 11 candidatos ao governo de Minas Gerais declararam à Justiça Eleitoral, no pedido de registro de candidatura encerrado em 15 de agosto, patrimônios que vão de zero a R$ 13,35 milhões. O empresário Flávio Roscoe (PL) tem o maior valor declarado; quatro concorrentes não têm bens em seu nome.

Roscoe lidera a lista com R$ 13.350.362,21 em bens. Ele é presidente licenciado da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e disputa pela primeira vez um cargo eletivo. Por isso, sua declaração não tem valor anterior para comparação, diferente dos demais candidatos.

Cinco acima do milhão, quatro sem patrimônio

Depois de Roscoe, aparece Alexandre Kalil (PDT), com R$ 5.941.176,84 em bens, alta de 62% frente aos R$ 3.652.820,88 declarados em 2022. Na sequência vem Mateus Simões (PSD), atual governador, com R$ 2.904.492,23, queda de cerca de R$ 80 mil no mesmo período.

Completam a lista dos cinco milionários Gabriel Azevedo (MDB), com R$ 1.702.153,88, e Patrus Ananias (PT), com R$ 1.247.212,54.

No outro extremo, quatro candidatos não têm bens em seu nome: Ben Mendes (Missão), Henrique Áreas (PCO), Rafael Duda (PSTU) e Túlio Lopes (PCB). Indira Xavier (UP) declarou R$ 479,89, o menor valor entre os que têm algum patrimônio.

Cleitinho Azevedo (Republicanos), que lidera as pesquisas para o governo de MG, declarou R$ 956.564,03 em bens, alta de cerca de R$ 412 mil frente a 2022. É o único entre os favoritos que fica abaixo da casa do milhão em patrimônio.

Simões, que hoje ocupa o cargo em disputa, é o único entre os cinco milionários com queda no valor declarado desde a eleição anterior. Ele soma a agenda de governo à campanha pela reeleição nas últimas semanas antes do primeiro turno.

Roscoe, por sua vez, soma a estreia na política a uma agenda de campanha intensa pelo interior do estado desde que teve a candidatura oficializada pelo PL, em 5 de agosto.

Como funciona a declaração de bens

A declaração de bens é exigida no pedido de registro de candidatura, conforme a Resolução do TSE nº 23.609/2019. Ela reúne imóveis, veículos, participação em empresas, saldos bancários e outros investimentos, com o valor informado à Receita Federal, não necessariamente o preço de mercado atual.

Os dados ficam disponíveis para consulta pública no sistema DivulgaCandContas, do TSE, tanto para o eleitor quanto para os órgãos de fiscalização. Os valores declarados nem sempre revelam o patrimônio real dos candidatos, já que bens registrados em nome de terceiros não entram na lista.

O que acontece agora

O primeiro turno para o governo de Minas Gerais está marcado para 4 de outubro. Um eventual segundo turno acontece em 25 de outubro, se nenhum candidato alcançar maioria dos votos válidos.

Minas é o segundo maior colégio eleitoral do país, com 16,3 milhões de eleitores aptos a votar.