O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera a disputa pela reeleição em São Paulo com 40% das intenções de voto no cenário estimulado, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25). Ele aparece à frente do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), que tem 27%.

A Quaest ouviu 1.800 eleitores paulistas entre 21 e 24 de agosto, a pedido do Grupo Globo. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de confiança. A pesquisa está registrada no TSE sob o número SP-06946/2026.

No cenário espontâneo, quando o entrevistado responde sem ouvir a lista de nomes, Tarcísio tem 21% e Haddad, 9%. Dois terços dos entrevistados não souberam citar nenhum candidato de cabeça, mesmo com o governador em exercício do cargo.

Cinco outros nomes testados no cenário estimulado somam, juntos, 6% dos votos. São eles a policial penal Edjane (Agir), Vera Lúcia (PSTU), Carlos Machado (PCB), Izadora Dias (PCO) e Vivian Mendes (UP).

Como fica no 2º turno

Num eventual segundo turno só entre os dois primeiros colocados, Tarcísio amplia a distância: 47% a 30%.

Ficam de fora 12% de branco ou nulo e 11% de indecisos.

A vantagem no estimulado é de 13 pontos. No segundo turno simulado, ela sobe para 17 pontos. Parte do eleitorado dos candidatos menores migraria para Tarcísio numa disputa restrita a dois nomes.

Outro instituto, a Real Time Big Data, também mediu Tarcísio à frente de Haddad nesta semana, com metodologia e números próprios. Em pesquisa anterior, o Datafolha já apontava a aprovação do governador em 60% entre os paulistas.

Haddad deixou o Ministério da Fazenda em março para concorrer ao governo paulista. Desde então, tem apresentado propostas para a área em que construiu carreira política antes de ser ministro.

Ele lançou um plano de educação para o estado, com uso de plataformas digitais nas escolas públicas. É a mesma área em que Haddad comandou o Ministério da Educação, entre 2005 e 2012, antes de ser prefeito de São Paulo e ministro da Fazenda.

O que os números ainda não decidem

Mais de 60% dos entrevistados não souberam citar um candidato ao governo de São Paulo sem ajuda da lista de nomes, dois meses antes da eleição.

Essa fatia de indecisos no espontâneo, 66%, é maior do que a soma dos votos de Tarcísio e Haddad no mesmo cenário, 30%.

A diferença entre o estimulado e o segundo turno simulado mostra que a eleição, hoje, depende menos de quem lidera. Depende mais de para onde vai o voto de quem hoje apoia os candidatos menores.