Reportagens do InfoMoney e do Brasil247 afirmam que a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) articula no Senado para adiar a votação da PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1 antes do primeiro turno das eleições. Segundo os veículos, a estratégia seria conduzida pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da candidatura.

Ainda de acordo com essas publicações, Marinho negocia com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para evitar a votação no período eleitoral. O plano descrito pelas reportagens prevê pedidos de vista e emendas para prolongar a tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A PEC já foi enviada à CCJ do Senado, com o senador Omar Aziz (PSD-AM) como relator. Antes disso, a proposta ficou três meses parada sem avançar no colegiado.

O próximo período de esforço concentrado no Congresso começa em 31 de agosto, a principal janela para votação antes do primeiro turno. Aziz pretende apresentar o relatório da PEC nessa semana.

Segundo as mesmas reportagens, a campanha evitaria rejeitar a proposta em público enquanto atua nos bastidores para segurá-la. Os veículos relatam ainda que a equipe econômica da candidatura questiona os efeitos da medida e classifica o debate em torno da 6x1 como "populista".

"Teve quatro anos para viabilizar pautas positivas e não fez. Agora, quer, às vésperas da eleição, alardear o seu interesse nessas pautas", disse o vice de Flávio na chapa, Alfredo Gaspar, sobre o governo Lula.

A PEC já foi aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados, por 472 a 22 votos no primeiro e 461 a 19 no segundo.

O texto reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de folga remunerados, sem redução de salário.

O que acontece agora

Se a CCJ aprovar o relatório de Omar Aziz na semana de 31 de agosto, a PEC segue para o plenário do Senado, onde precisa de 49 votos em dois turnos para virar emenda constitucional.

Nota da Redação

Esta reportagem foi produzida a partir de publicações do InfoMoney e do Brasil247. As informações sobre a articulação nos bastidores são atribuídas a esses veículos e não foram apuradas de forma independente pela TV Sim Brasil. Até a publicação deste texto, a TV Sim Brasil não obteve manifestação do senador Rogério Marinho, da campanha de Flávio Bolsonaro ou da presidência do Senado. O espaço permanece aberto e qualquer manifestação será publicada na íntegra.