O Supremo Tribunal Federal está dividido sobre abrir investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por seu contato com o banqueiro Daniel Vorcaro: quatro ministros são favoráveis, três contrários, e dois devem se declarar suspeitos. O voto que falta, o de Cármen Lúcia, deve sair a partir de 14 de setembro.

Segundo levantamento do Poder360, Fachin, Fux, Nunes Marques e Mendonça votam pela investigação. Gilmar Mendes, Flávio Dino e Zanin votam contra. Moraes e Dias Toffoli devem se declarar suspeitos, por serem parte direta do caso.

Se Cármen Lúcia votar contra a abertura da investigação, o placar empata em 4 a 4, resultado que livra Moraes pelas regras do tribunal.

A decisão não deve sair antes de 14 de setembro. O presidente da Corte, ministro Fachin, já havia adiado o caso e deu até 11 de setembro para que Mendonça, Moraes, o procurador-geral Paulo Gonet e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, se manifestem.

Flávio cobra publicamente o voto de Cármen Lúcia

É nesse cenário que o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) decidiu pressionar a ministra. Em transmissão ao vivo neste domingo (6), ele disse:

Carmen Lúcia, o Brasil está aguardando para ver como vai ser o seu voto na semana que vem, se a senhora vai autorizar que o Alexandre de Moraes seja formalmente investigado.

Na mesma live, Flávio chamou Mendonça de "um juiz completamente imparcial, um juiz justo, que não persegue ninguém" e disse que Moraes é "alguém que não tem mais condições de permanecer no Supremo Tribunal Federal".

Não é a primeira vez que ele ataca o ministro em público. Na véspera, Flávio chamou Moraes de "laranja podre" durante visita a um aliado preso.

Nem toda a ofensiva contra o STF encontra o mesmo eco dentro do próprio governo. Na sexta-feira (4), a Advocacia-Geral da União rejeitou um pedido da Polícia Federal contra Mendonça e negou motivação política no caso.

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Flávio também convocou apoiadores para a Avenida Paulista, em São Paulo, às 15h de segunda (7).

O ato ocorre no mesmo dia em que Brasília deve ter quatro manifestações com a oposição mirando Moraes, segundo levantamento da própria TV Sim.

O que acontece agora

Mendonça, Moraes, Gonet e o diretor-geral da PF têm até 11 de setembro para se manifestar sobre o caso. A sessão do plenário que deve julgar a abertura da investigação contra Moraes está prevista a partir do dia 14.