Uma pesquisa Quaest divulgada neste domingo (6) mostra que evitar candidato envolvido em corrupção é o critério mais citado pelo eleitor brasileiro na escolha do próximo presidente, com 31% das respostas. Compromisso com a democracia vem em seguida, com 28%, e o combate à violência aparece em terceiro, com 15%.

A pesquisa também perguntou o que faria o eleitor descartar um candidato. Corrupção lidera a rejeição, com 40% das respostas, seguida por falta de compromisso democrático (21%) e fraqueza no combate à violência (13%). Experiência política insuficiente aparece com 5%.

O peso de cada critério muda conforme o grupo político. Entre eleitores de Lula, a defesa da democracia lidera, com 29%.

Entre apoiadores de Jair Bolsonaro, a rejeição à corrupção sobe para 41%, à frente de democracia e combate ao crime, empatados nesse grupo. Entre os independentes, a ordem se repete, com corrupção primeiro, depois democracia e depois crime.

Indecisos caem conforme a campanha avança

O mesmo levantamento mostra queda no número de indecisos desde o início da propaganda eleitoral. Eles eram 51% do total em 14 de agosto e caíram para 42% na medição mais recente, feita entre 30 de agosto e 1º de setembro.

Os indecisos estão se decidindo à medida que a campanha avança, e hoje são pouco mais de 4 em cada 10, ante a maior fatia do eleitorado até agosto.

No mesmo cenário, a simulação de segundo turno entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL), cujos planos de governo divergem em pontos essenciais, aponta 42% a 41%, dentro da margem de erro de dois pontos da pesquisa.

Contra outros adversários, Lula abre vantagem maior. São 43% a 36% sobre Renan Santos, 44% a 33% sobre Romeu Zema e 42% a 37% sobre Ronaldo Caiado.

Os números de rejeição variam por instituto. O Datafolha, em levantamento próprio, já havia apontado a rejeição a Flávio em 47%, acima da registrada para Lula.

No cenário estimulado com o nome de Pablo Marçal, homologado inelegível pelo TSE, Lula tem 37% e Flávio, 30%. Sem Marçal na lista, o resultado pouco muda, com 37% a 29%.

Como foi feita a pesquisa

O instituto Quaest ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais em todo o país, entre 30 de agosto e 1º de setembro, a pedido de O Globo e da TV Globo.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, com 95% de nível de confiança, e o registro no TSE é BR-07065/2026. As perguntas sobre critério de voto e rejeição foram feitas de forma estimulada, com lista de características apresentada ao entrevistado.