O café arábica negociado em Nova York recuou 1,18% na sexta-feira (4), fechando o vencimento de setembro a US$ 3,26 por libra-peso, em sessão de baixa liquidez. A queda foi pressionada pela expectativa de uma safra recorde no Brasil na temporada 2026/27.
A Marex Group projeta uma safra brasileira de 75,9 milhões de sacas em 2026/27, superando a estimativa da semana anterior da Sucafina, de 75,4 milhões. O volume representaria alta de 15,5% sobre a temporada passada.
Segundo a gestora Hedgepoint Global Markets, o mercado começa a incorporar de forma mais efetiva os volumes da nova safra, o que amplia a expectativa de oferta.
Nem tudo pressiona para baixo. Os estoques nos países consumidores seguem reduzidos, a colheita brasileira está com ritmo atrasado, e o risco do El Niño ameaça a produção em outras origens produtoras.
É esse equilíbrio entre a fartura esperada no Brasil e a escassez em outros lugares que mantém o mercado tenso, mesmo com a maior safra brasileira já projetada.
O café não é a única commodity em movimento incomum em Nova York: o algodão subiu 16,8% e saiu do piso histórico na semana anterior.
A colheita da safra 2026/27 segue em curso pelo país, com ritmo mais lento que o esperado. O avanço da colheita e as exportações nos últimos meses de 2026 devem ser os principais fatores a mexer no preço até o fim do ano.


























