Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) aparecem tecnicamente empatados no 1º turno da eleição presidencial, com 38,9% e 38,4% das intenções de voto, segundo pesquisa Veritá divulgada neste domingo (6). A diferença fica dentro da margem de erro de dois pontos. O escritor Augusto Cury (Avante) soma 12,2%.

A distância entre os dois primeiros colocados é de apenas 0,5 ponto percentual — dentro da margem de erro, o que equivale a um empate técnico.

Atrás do trio, a pesquisa mostra Renan Santos (Missão) com 3,7%, Ronaldo Caiado (PSD) com 1,9% e Pablo Marçal (PRTB) com 1,4%. Os demais candidatos somam menos de 1% cada, e brancos, nulos e indecisos chegam a 2%.

O levantamento ouviu 3.804 eleitores em todo o país entre 1º e 4 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o protocolo BR-09426/2026.

O instituto bancou a pesquisa com recursos próprios, sem contratante externo.

O resultado consolida um cenário que a disputa já mostrava a um mês do 1º turno: Lula e Flávio seguem lado a lado nas pesquisas, com propostas de governo que divergem em pontos centrais mesmo com o placar apertado.

O salto de Cury aparece em três institutos diferentes

O crescimento de Cury deixou de ser fenômeno de uma pesquisa isolada. Entre 24 e 31 de agosto, o instituto Nexus, contratado pelo BTG Pactual, registrou salto de 2% para 11% nas intenções de voto do candidato.

Entre julho e agosto, a AtlasIntel também mediu alta, de 1,6% para 7,8%. Agora a Veritá confirma o escritor acima de 12%, patamar inédito nesse instituto específico.

Segundo o Nexus, o avanço de Cury é mais forte entre eleitores de 16 a 24 anos, faixa em que soma 22% das intenções de voto. Parte da migração parece vir da base jovem de Flávio Bolsonaro, cuja fatia caiu 4 pontos ali.

O crescimento trouxe também mais escrutínio. Cury não declarou ao TSE três empresas na Flórida, mostrou apuração publicada nesta semana.

O episódio testa se a alta nas pesquisas resiste a um noticiário mais crítico sobre o candidato.

O empate no 1º turno não apaga um dado que pode pesar mais adiante. Pesquisa Datafolha divulgada em 4 de setembro mostrou rejeição de 47% a Flávio Bolsonaro, acima da registrada para Lula.

Rejeição alta tende a dificultar a transferência de votos de candidatos menores num eventual 2º turno.

O que acontece agora

O 1º turno da eleição presidencial acontece em 4 de outubro, primeiro domingo do mês, por determinação constitucional. Se nenhum candidato passar de 50% dos votos válidos, os dois mais votados disputam o 2º turno em 25 de outubro.

Com quatro semanas até a votação, novos institutos devem testar se o empate entre Flávio e Lula se mantém e se a alta de Cury é passageira ou continua.