O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) visitou neste sábado (5) o ex-assessor Filipe Martins na Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa (PR). Martins cumpre pena de 21 anos e 6 meses de prisão por participação na trama golpista de 8 de janeiro de 2023, imposta pela Primeira Turma do STF.
A visita foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, responsável pela execução da pena, das 13h às 14h30. Flávio chegou acompanhado de Sérgio Moro, candidato ao governo do Paraná, do candidato ao Senado Filipe Barros e da prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt.
Martins está preso desde janeiro de 2026, também por ordem de Moraes.
A assessoria de Flávio Bolsonaro classificou o encontro como "estritamente pessoal" e sem caráter eleitoral. Mas a comitiva que o acompanhou reunia justamente os principais nomes do PL na disputa paranaense deste ano.
O advogado Jeffrey Chiquini, que defende Martins e também concorre a uma vaga na Câmara dos Deputados, disse que os presos políticos "não foram e não serão esquecidos".
O Alexandre Moraes é uma laranja podre dentro do Supremo Tribunal Federal
afirmou Flávio Bolsonaro a jornalistas, na saída da cadeia. Ele também disse que, se a chamada "lei da dosimetria" estivesse em vigor, Martins já poderia cumprir a pena em regime domiciliar.
Quem é Filipe Martins
Ex-assessor especial para Assuntos Internacionais do governo de Jair Bolsonaro, Martins integrava o "Núcleo 2" da trama golpista, segundo o STF. A corte apontou apoio jurídico e operacional ao grupo, incluindo a minuta que previa a prisão de Moraes e a convocação de novas eleições.
Além da prisão, Martins foi condenado a 120 dias-multa, no valor de um salário mínimo cada. Em dezembro de 2024, ele já havia sido condenado por um gesto associado ao "white power" no Senado, pena convertida em serviços comunitários e multa de R$ 52 mil.
O que acontece agora
A campanha de Flávio Bolsonaro tem um novo ato marcado para 7 de setembro, feriado da Independência, na Avenida Paulista, em São Paulo.
Na comitiva de Ponta Grossa também estava Sérgio Moro, que dispara para 45% na disputa pelo governo do Paraná, e Filipe Barros, um dos três candidatos tecnicamente empatados na corrida ao Senado paranaense.
Moraes ainda não se manifestou publicamente sobre a fala de Flávio Bolsonaro. O ministro é o relator dos processos do 8 de janeiro no STF e segue como o responsável direto pela execução da pena de Martins.


























