As menções negativas ao ministro André Mendonça, do STF, subiram quase 30 pontos percentuais nas redes sociais nas últimas semanas, em meio à crise sobre a atuação dele nos casos Banco Master e INSS. Os dados são da consultoria AP Exata.
Em 4 de setembro, ao fim da primeira semana de crise do relatório da Polícia Federal que levantou suspeitas sobre o ministro Alexandre de Moraes, as menções positivas a Mendonça somavam 26% do total nas redes, e as negativas, 32%.
Como a rejeição mudou desde então?
Da sexta-feira 4 de setembro até a quarta-feira 16 de setembro, as menções negativas a Mendonça saltaram de 32% para 59%, alta de 27 pontos percentuais. As positivas ficaram estáveis, em torno de 29%. A AP Exata analisou publicações no Instagram e no X.
Do lado de Moraes, a rejeição segue acima de 70% (variou de 77,5% para 74% no período), mas as menções positivas a ele subiram 8 pontos, de 3% para 11%.
"O Caso Master é simbólico pois, aos olhos da população, envolve todos os lados, por mais que Moraes seja o grande representante do escândalo", disse Guilherme Russo, diretor de Inteligência da Quaest, ao WW nesta sexta (18).
A fala é uma análise do cenário, sem relação com pesquisa encomendada ou registrada no TSE.
"É uma grande bagunça no olhar do eleitor. As pessoas não conseguem acompanhar tanta notícia. Está acima da ideologia política", completou Russo.
Mendonça já não é mais relator dos casos
A alta na rejeição a Mendonça coincide com uma mudança formal na condução dos processos. Em 12 de setembro, o presidente do STF, Edson Fachin, assumiu a relatoria do procedimento sobre a relação entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, tirando Mendonça dessa apuração específica.
Fachin também mandou enviar à Presidência da Corte todos os processos do Caso Master e das investigações sobre fraude no INSS, paralisando-os até nova decisão.
Na terça (15), o STF fez sessão extraordinária para discutir o relatório da PF sobre as conversas entre Moraes e Vorcaro. Com base nesse material, Moraes afirmou haver "fortes indícios" de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na atuação de Mendonça.
O que acontece agora
Os processos do Caso Master e do INSS seguem parados na Presidência do STF, aguardando a decisão de Fachin sobre quem assume a relatoria.
A disputa pública entre os dois ministros já rendeu críticas de outros nomes da política, caso de Lula, que já disse que Mendonça fez política como relator do caso.






















































































































