Emendas parlamentares do deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) destinadas a sete cidades paulistas pagaram, todas, a mesma empresa: a EBTS, Empresa Brasileira de Tecnologias e Sistemas. Em seis dos sete municípios não houve processo de licitação para a contratação, segundo apurou o Metrópoles.
Os recursos, enviados em outubro do ano passado, somam mais de R$ 2,1 milhões. As cinco primeiras cidades receberam R$ 297 mil cada uma, e as duas últimas, R$ 321.750,00.
O que as prefeituras compraram?
São Carlos, São Pedro, Itapecerica da Serra, Taboão da Serra, Cordeirópolis, Araçatuba e São José do Rio Preto usaram o dinheiro para comprar um simulador de tiro para a Guarda Civil Municipal.
O produto é um dos principais da EBTS, sediada em Curitiba, mesma cidade onde Bilynskyj se formou em direito.
Em São José do Rio Preto, a única das sete cidades que abriu licitação, a segunda colocada no pregão, a empresa SINTRES Systems Simuladores, entrou com pedido de impugnação. Ela alega que o edital foi feito sob medida para favorecer a EBTS.
O empresário Adolfo Jachinski Neto, dono da EBTS, é suspeito de integrar um esquema que teria fraudado uma licitação milionária da Secretaria de Segurança Pública do Paraná. O processo que investiga o empresário corre sob sigilo, e não há decisão condenatória contra ele.
O vereador de São José do Rio Preto, Alexandre Montenegro (PL), acionou o Ministério Público de São Paulo, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal pedindo apuração do caso, segundo o Metrópoles.
Bilynskyj e os municípios beneficiados pelas emendas negam irregularidades. A EBTS, procurada pela reportagem, indicou um escritório de advocacia para responder, mas ele não se manifestou até a publicação. A defesa de Adolfo Jachinski Neto não foi localizada.
O caso lembra outro episódio recente de recursos públicos concentrados numa única empresa, que motivou o ministro Flávio Dino a decretar a nulidade de emendas parlamentares em outra frente da Justiça.
O que acontece agora
O pedido de impugnação em São José do Rio Preto ainda não tem decisão da Prefeitura, e os órgãos acionados pelo vereador Montenegro não informaram prazo para concluir a apuração sobre o padrão de contratações nas sete cidades.





























