Os candidatos à Presidência Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) atribuíram a Lula (PT) o cancelamento do debate presidencial da TV Globo, nesta quinta-feira (1º), após decisões do TSE e do STF alterarem as regras do confronto horas antes da transmissão.
"O STF ganhou um protagonismo desproporcional. Beira a um colapso da democracia, infelizmente", disse Cury, que defendeu mandato de oito anos para ministros da Corte.
"Nós estamos vendo a Justiça a serviço do Lula", disse Zema. A assessoria do candidato classificou as decisões como "um desrespeito a milhões de brasileiros que esperavam a oportunidade de conhecer e comparar as propostas".
Caiado chamou as decisões de uma afronta à democracia brasileira e atribuiu a Lula a responsabilidade pelo imbróglio.
O Lula provocou tudo isso. Ele foi provocado pelo Flávio na minha cidade, em Goiânia, dizendo 'vai lá que eu vou lhe enfrentar'. E bateu em retirada.
As duas decisões saíram horas antes do programa. A ministra Estela Aranha, do TSE, atendendo pedido da coligação de Lula, proibiu a exibição de um púlpito vazio com o nome do petista e vetou perguntas dirigidas ao concorrente ausente.
O ministro Gilmar Mendes, do STF, atendendo a pedido do Solidariedade, determinou que a Globo incluísse Renan Santos (Missão) no debate. Após as decisões, Flávio Bolsonaro (PL) anunciou que não participaria mais, atribuindo a desistência a uma "censura imposta" pelo TSE.
A Globo havia destacado, em transmissão ao vivo, que a ata com as regras originais do debate (que previa púlpitos vazios identificados e perguntas de 30 segundos a ausentes) tinha sido assinada por todos os partidos, inclusive o PT.
Foi o próprio PT quem pediu ao TSE a mudança, horas antes do programa.
Associações de imprensa criticaram a interferência judicial no debate, segundo a Globo. O partido de Renan Santos, o Missão, tem apenas um representante no Congresso, abaixo do piso de cinco exigido pela legislação eleitoral para participação automática.
Renan, que recorreu ao TSE para entrar no debate, chegou a se deslocar para os estúdios depois de obter a autorização judicial. Antes do cancelamento, também estavam confirmados Cury, Caiado e Zema.
O impasse tirou do ar o último debate marcado antes da votação de domingo (4). Lula, que já havia decidido não comparecer, preferiu participar de uma live no podcast Flow no mesmo horário.
O que acontece agora
Sem o debate da Globo, os candidatos seguem a campanha pelas redes e agendas de rua até o fechamento das urnas, neste domingo (4). Não há mais debate presidencial previsto antes do primeiro turno.

























































