Brasil e Estados Unidos criaram um grupo de trabalho para negociar as tarifas que Washington aplica a produtos brasileiros, após reunião em 30 de setembro, em Milwaukee. Participaram o chanceler Mauro Vieira, o ministro Márcio Elias Rosa e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.
O objetivo é abrir um canal para o diálogo comercial entre os dois países.
O contexto é de tensão comercial acumulada. Em julho, os EUA impuseram sobretaxa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Há ainda sobretaxas de 10% a 12,5% para importações de países associados a trabalho forçado, que também afetam o Brasil.
Washington deve enviar, nas próximas semanas, um documento que vai definir o escopo das negociações do grupo. A partir dele, os dois países discutem os temas tarifários e comerciais pendentes.
O acordo ainda não existe; o que foi criado é apenas o canal para negociar um.
O tarifaço já foi parar na OMC
O atrito comercial entre os dois países já passou por outras frentes. Em setembro, o Brasil levou o tarifaço dos EUA à Organização Mundial do Comércio em consulta formal, primeiro passo de um processo que pode levar a sanções cruzadas.
Nem todos os produtos brasileiros sentem o mesmo peso da tarifa. Em agosto, Trump zerou por 90 dias a tarifa da carne moída brasileira, liberando 300 mil toneladas, episódio que mostra como as exceções setoriais convivem com a sobretaxa geral.
O que acontece agora
O grupo de trabalho só começa a funcionar quando os EUA enviarem o documento com o escopo das negociações. Até lá, Lula já disse que Trump reconheceu que a tarifa ao Brasil partiu de informações erradas.






























