O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) prometeu, em entrevista à TV Bahia nesta terça-feira (29), uma "transformação da qualidade de ensino" no estado. Na mesma semana, o Ideb 2025 confirmou a Bahia na última posição nacional nos anos finais do fundamental.
ACM Neto foi o único candidato na entrevista, mediada pela jornalista Zileide Silva, com perguntas sorteadas na hora. Jerônimo Rodrigues (PT), governador que busca a reeleição, cumpria agenda externa de campanha, e Ronaldo Mansur (PSOL) seguia hospitalizado após acidente de carro.
Sobre educação, o candidato prometeu manter o Pé de Meia e o Bolsa Presença, programas do governo atual, e disse querer tornar a escola "mais atrativa" para adolescentes e jovens.
O que o Ideb 2025 realmente mostra?
O Ideb 2025, divulgado pelo Inep em agosto, mostra dois movimentos opostos na rede estadual da Bahia. No ensino médio, a nota subiu de 3,7 para 3,8, o quarto crescimento seguido desde 2019, quando o índice era 3,2.
Já nos anos finais do fundamental (6º ao 9º ano), a nota caiu de 4,0 para 3,9. A Bahia passou a ocupar, isoladamente, a última posição entre as 27 unidades da federação nessa etapa.
Foi um dos únicos dois estados a piorar nessa etapa, ao lado do Amazonas, segundo o balanço nacional do Ideb 2025.
O estado atribui a melhora do ensino médio à política de permanência estudantil que combina alimentação, transporte e os programas Pé-de-Meia e Bolsa Presença. Em três anos, a reprovação caiu de 16,6% para 4,4%, e a evasão, de 13% para 3,1%.
"Qualidade e equidade não são objetivos concorrentes, eles caminham juntos", disse o secretário estadual de Educação, Marcius Gomes, ao anunciar o resultado do ensino médio em agosto.
O contraste entre etapas não é exclusivo da Bahia: São Paulo também melhora em um indicador educacional enquanto o país como um todo patina.
O ponto em aberto
O Ideb 2025 deixa uma pergunta em aberto para quem for eleito em outubro, seja ACM Neto, Jerônimo Rodrigues ou Ronaldo Mansur: sem uma resposta específica para a queda nos anos finais do fundamental, a melhora do ensino médio tem base frágil.
O aluno que chega ao ensino médio baiano hoje passou pelos anos finais do fundamental com a pior nota do país. Isso ajuda a explicar por que, mesmo em ascensão, o ensino médio segue na 22ª colocação nacional.












































