A campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma mobilização de 48 horas, batizada de "Lulaço", para a reta final antes do 1º turno das eleições, neste domingo (4). A ação começa nesta sexta-feira (2) e vai até sábado (3).

A iniciativa inclui caminhadas de porta em porta, carreatas e caminhadas de bairro, além de panfletagem e distribuição de adesivos e faixas pelas ruas.

No ambiente digital, a orientação é produzir vídeos, posts em formato carrossel, memes e transmissões ao vivo, além de impulsionar hashtags para disputar os assuntos mais comentados nas redes.

O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, anunciou a convocação nas redes sociais. Segundo ele, a cúpula da campanha desenhou a ação para ser executada de forma coordenada em todos os estados.

A convocação ocorre no mesmo dia em que a propaganda eleitoral na TV e no rádio chegou ao fim, o que deixa as redes e o contato direto como os principais canais de campanha até a votação.

Enquanto o PT concentra esforço na militância de base, o adversário Flávio Bolsonaro (PL) aposta em grandes atos públicos. Ele deve fazer seus últimos compromissos de campanha neste sábado (3), em São Paulo e no Rio de Janeiro.

São Paulo tem o maior colégio eleitoral do país, e o Rio de Janeiro, o terceiro maior. A estratégia contrasta com a de Lula, que ficou de fora do último debate da Globo, no qual Flávio mirava o eleitor ainda indeciso.

Os dois concentram energia onde cada campanha acredita ter mais a ganhar: o PT na capilaridade da militância, e Flávio nos dois estados com mais eleitores do país. Pesquisas desta semana mostram os dois candidatos tecnicamente empatados no 1º e no 2º turno.

O que acontece agora

O primeiro turno acontece neste domingo (4). Caso nenhum candidato alcance a maioria dos votos válidos, os dois mais votados disputam o segundo turno.

Flávio Bolsonaro vota no Rio de Janeiro e depois viaja a Brasília para acompanhar a apuração, segundo sua equipe de campanha.