Os candidatos às eleições de 2026 já pagaram R$ 167 milhões à Meta, dona do Instagram, Facebook e WhatsApp, para impulsionar publicações nas redes sociais, segundo o UOL. O valor é recorde e concentra mais de 70% de tudo que as campanhas gastam.
O montante veio de cerca de 6.700 candidatos que declararam esse tipo de despesa ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo o Observatório do Impulsionamento Eleitoral, do Núcleo Jornalismo.
Em 15 de setembro, o valor pago à Meta era de R$ 156 milhões.
Em pouco mais de uma semana, a conta subiu R$ 11 milhões, o que mostra o ritmo acelerado de gasto às vésperas do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
No total, os candidatos já declararam R$ 215 milhões em impulsionamento de posts, quase 7% de todo o gasto de campanha, segundo o mesmo levantamento.
Quem mais gasta com anúncios?
Lula lidera entre os presidenciáveis, com R$ 2,7 milhões pagos à Meta até 15 de setembro. Na sequência aparecem os governadores Elmano de Freitas (CE), com R$ 2,2 milhões, e Tarcísio de Freitas (SP), com R$ 1,5 milhão.
Flávio Bolsonaro, adversário de Lula na corrida presidencial, gastou R$ 900 mil no mesmo período, menos de um terço do rival.
Por partido, o PL lidera o ranking nacional, com R$ 43,8 milhões em impulsionamento, seguido pelo PT, com R$ 27,8 milhões, segundo o Núcleo Jornalismo.
O valor pago só à Meta neste ano já se aproxima do que os presidenciáveis somados gastaram em um mês inteiro de campanha, R$ 153 milhões, segundo a CNN Brasil.
A fiscalização sobre o uso das redes segue rígida. Na terça-feira, a Justiça tirou do ar uma propaganda com apoio a Cleitinho em MG, como mostrou a TV Sim Brasil.
O gasto recorde acontece num momento de disputa acirrada. Presidenciáveis derrotados já sinalizam a quem vão apoiar num eventual 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.
O TSE também julga casos que podem mudar o tabuleiro. A corte analisa a candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado, e o PT espera o desfecho antes do primeiro turno, como já mostrou a TV Sim Brasil.
O que os números ainda não fecham
O valor declarado pode ser menor que o real. Muitas campanhas não informam a plataforma usada no impulsionamento, o que sugere que o gasto verdadeiro com a Meta seja ainda maior, segundo o próprio Observatório do Impulsionamento Eleitoral.





































