O presidente Lula (PT) disse nesta quinta-feira (1º), em entrevista ao podcast Flow, que o filho, Fábio Luís Lula da Silva, terá que prestar contas à sociedade se confirmadas as acusações de lobby ilegal apuradas pela PF. Questionado sobre o assunto, ele foi direto:
Eu duvido que meu filho tenha feito lobby com qualquer ministro meu. Duvido que meu filho tenha conversado com alguém a respeito disso.
O presidente disse ainda que Lulinha "não terá proteção da Polícia Federal", citando o ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do adversário na corrida eleitoral, o senador Flávio Bolsonaro (PL).
A declaração ocorre em meio a uma investigação da PF sobre a atuação de Lulinha e de aliados, que apura suspeitas de tráfico de influência, lobby ilegal e corrupção em contatos do grupo com integrantes do governo federal.
Questionado sobre a relação do filho com a empresária Roberta Luchsinger, apontada pela PF como lobista, Lula negou contato com ela e disse que fotografias não bastam para estabelecer relação de influência.
Não é a primeira vez que o presidente é questionado sobre o filho. Em 28 de setembro, Lula já havia dito crer na inocência de Lulinha, mas defendeu que a apuração siga seu curso.
A entrevista ao Flow substituiu a presença de Lula no debate da Globo, recusado pela campanha dias antes. Flávio Bolsonaro, que confirmara presença, também desistiu antes de o debate ser cancelado pela emissora, citando censura do TSE.
O que acontece agora
A investigação da PF sobre Lulinha e o entorno de Roberta Luchsinger segue em andamento, sem data prevista para conclusão. O primeiro turno da eleição presidencial é neste domingo (4).































