Uma pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (23/9) mostra o eleitor mineiro dividido quase ao meio entre dois medos: 41% temem a volta da família Bolsonaro, e 40% temem mais um mandato de Lula. Outros 8% temem os dois, e 4%, nenhum.
O levantamento foi encomendado pela Globo e ouviu 1.506 eleitores entre 19 e 22 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, e o nível de confiança, de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-07664/2026.
O que o quase empate no medo revela?
O quase empate revela que a disputa em Minas segue tão indefinida no campo emocional quanto no das intenções de voto, já que os 41% a 40% ficam dentro da margem de erro de três pontos da pesquisa.
É um contraste com a corrida presidencial no estado, onde Lula tem 35% contra 30% de Flávio Bolsonaro (PL), segundo a mesma pesquisa.
É uma vantagem que não se reflete no campo do medo, onde os dois lados praticamente empatam. Ao mesmo tempo, o levantamento mostra desinteresse: 67% dos mineiros dizem estar pouco ou nada interessados nas eleições deste ano.
O padrão de eleitor guiado pelo medo do adversário, e não pelo apoio ao candidato preferido, não é novo. Em 2022, outro instituto já registrava cenário parecido, com a diferença entre os dois grupos encolhendo ao longo da campanha.
Na ocasião, o analista Bruno Soller, do Instituto Real Time Big Data, observou que cerca de metade do eleitorado vota mais pelo medo do candidato adversário do que pelo apoio ao candidato preferido.
A mesma leva de pesquisas Quaest em Minas trouxe outros números: o governo Lula tem 49% de desaprovação e 44% de aprovação no estado, e a disputa pelo governo mineiro é liderada por Cleitinho.
Também mostrou que três candidatos ao Senado empatam tecnicamente em 10%. Em nível nacional, outros institutos também têm registrado avaliação negativa do governo, como a pesquisa Atlas/Bloomberg, com 53% de desaprovação a Lula.
O ponto em aberto
A pergunta que fica é até que ponto o desinteresse declarado por dois terços do eleitorado mineiro resiste ao acirramento da campanha, com o 1º turno marcado para 4 de outubro.
A mesma pesquisa não indica se esse desinteresse tende a cair conforme a data se aproxima.


































































































