O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 53% dos eleitores brasileiros e aprovado por 45,4%, segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (23). O levantamento ouviu 5.015 eleitores entre 17 e 22 de setembro, por recrutamento digital aleatório.

Os que não souberam avaliar ou não responderam somam 1,6%.

Na avaliação do governo, 50,9% classificam a gestão como "ruim ou péssima", 40,4% como "ótima ou boa" e 8,7% como "regular". A pesquisa foi contratada pela Bloomberg e registrada no TSE sob o protocolo BR-04739/2026, com margem de erro de 1 ponto percentual.

Como a aprovação mudou em uma semana?

A aprovação de Lula subiu de 44,4% para 45,4% entre a pesquisa Atlas de 16 de setembro e a desta quarta. A desaprovação caiu de 54% para 53% na mesma comparação semanal.

A variação está dentro da margem de erro de 1 ponto do instituto. Não dá para dizer, com os dados de hoje, se a desaprovação entrou em queda ou só oscilou dentro do intervalo estatístico.

Onde a rejeição a Lula é maior?

A rejeição a Lula é maior entre homens (68,2% desaprovam), evangélicos (68,4%) e moradores do Sul (66,8%). A faixa de renda familiar de R$ 2 mil a R$ 3 mil também desaprova mais, com 63,8%.

O quadro se inverte em outros recortes: mulheres aprovam o governo em 58,4% dos casos, o Nordeste aprova em 55,2% e eleitores sem religião aprovam em 75,8%.

É o mesmo padrão de polarização regional e de gênero que apareceu em outra pesquisa da AtlasIntel sobre a disputa presidencial, divulgada um dia antes, com o presidente à frente em todos os cenários no estado.

A distância entre Lula e o principal adversário no segundo turno também oscilou dentro da margem de erro em pesquisas recentes, com institutos divergindo sobre quem lidera.

O que acontece agora

A AtlasIntel não divulgou, nesta pesquisa, cenário de primeiro ou segundo turno — mediu só a avaliação do governo. Datafolha e Quaest costumam soltar suas próprias medições em ciclos mensais.

O próprio Lula já reagiu a pesquisas anteriores: na semana passada, o presidente minimizou os levantamentos e disse não ver como perder a eleição.