O eclipse solar total de 2 de agosto de 2027 terá cerca de seis minutos de totalidade, o mais longo em 157 anos, mas não será visível do Brasil. A melhor visualização será na Arábia Saudita, com trecho também na Europa e na África.

No ponto de maior duração, a Lua vai encobrir completamente o Sol por 6 minutos e 23 segundos, o que torna o fenômeno o segundo eclipse solar total mais longo do século 21. O trajeto da sombra começa sobre o Oceano Atlântico.

Por que esse eclipse dura tanto?

Esse eclipse dura porque a Lua estará no perigeu, ponto da órbita mais perto da Terra, segundo o astrônomo Thiago Gonçalves. Eclipses solares costumam durar de 3 a 4 minutos, o que torna este "muito longo para os padrões normais", diz o astrônomo Marcelo Rubinho.

Em outros eclipses, segundo o astrônomo Emerson Roberto Perez, a Lua geralmente está mais distante da Terra, o que resulta em duração mais curta.

O último eclipse de duração parecida ocorreu em 2009, sobre o Oceano Pacífico. Como o de 2027 se origina no Atlântico, outro de duração equivalente a partir dali só deve ocorrer daqui a cerca de 157 anos.

O que o Brasil vai ver em 2027?

O Brasil vai ver um eclipse solar diferente e bem antes: em 6 de fevereiro de 2027, um eclipse anular cruza uma faixa estreita do extremo sul do Rio Grande do Sul.

No resto do Sul e do Sudeste, o fenômeno aparece como eclipse parcial, com a cobertura do Sol diminuindo à medida que se vai para o norte do país.

Não é a primeira vez que o Brasil fica de fora de um eclipse badalado internacionalmente: em 17 de fevereiro e 12 de agosto de 2026, nenhum eclipse solar foi visível em território brasileiro.

Naquele mesmo ano, porém, o eclipse lunar de 27 e 28 de agosto foi visto em todo o país, no que a TV Sim Brasil já mostrou ser o melhor evento do tipo por aqui até 2029.

Depois de fevereiro de 2027, o próximo eclipse solar em solo brasileiro só vem em 26 de janeiro de 2028: anular no Amazonas e em Roraima, com Belém vendo cerca de 74% de cobertura solar.

O que fica de positivo nisso

O lado bom é que quem mora no extremo sul do Rio Grande do Sul não vai precisar cruzar fronteira para ver um eclipse solar em 2027. Em 2026, nenhum eclipse solar passou pelo Brasil, e viajar para o exterior era a única opção.