O senador Flávio Bolsonaro, que deixou o Brasil após perder a eleição presidencial para Lula, viu sua situação nos Estados Unidos ficar mais incerta com a vitória dos democratas nas midterms, na terça-feira (3 de novembro). Os democratas agora têm maioria no Congresso americano.
O parlamentar recebeu o chamado parole humanitário, autorização temporária válida até outubro de 2027. Não é asilo político. Em 29 de outubro, 25 deputados democratas já cobravam explicações do governo Trump sobre o caso.
O que o Congresso democrata pode (e não pode) fazer
Os democratas podem investigar, pressionar e cobrar documentos sobre a entrada de Flávio no país, além de convocar audiências. A carta a Marco Rubio pede resposta por escrito e a presença de funcionários do Departamento de Estado até sexta-feira (13 de novembro).
A mudança no Congresso americano não significa que Flávio perderá a autorização para ficar nos EUA. Segundo especialistas, democratas não podem revogar o parole nem determinar a extradição por conta própria: a política migratória segue sob controle do Executivo, hoje nas mãos de Trump.
Uma extradição exigiria pedido formal do governo brasileiro e análise judicial nos EUA.
Como foi a fuga do Brasil
Flávio deixou o Brasil driblando a proibição de saída imposta por Alexandre de Moraes, do STF, em 26 de outubro. Ele cruzou a fronteira com a Argentina no dia seguinte e chegou a Miami em 28 de outubro, com a mulher e as duas filhas.
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A decisão de Moraes foi tomada no âmbito de uma investigação por suposta lavagem de dinheiro e evasão de divisas que envolve o senador e um amigo dele, Willer Tomaz. Trump decidiu pessoalmente autorizar a entrada de Flávio no país.
A Polícia Federal apura as circunstâncias da saída do país. O avião particular usado na fuga custou R$ 414 mil, segundo levantamento sobre a viagem.
A apreensão do passaporte por Moraes gerou críticas dentro e fora do STF, incluindo de aliados do ministro.
O irmão dele, Eduardo Bolsonaro, está em situação diferente: obteve green card, uma residência permanente nos EUA, em julho. O secretário de Estado, Marco Rubio, já confirmou que a autorização para Flávio partiu diretamente do presidente americano.
O que acontece agora
Os democratas esperam resposta do Departamento de Estado até sexta-feira (13 de novembro). Flávio segue nos Estados Unidos com autorização válida até outubro de 2027, enquanto a Polícia Federal apura como ele deixou o Brasil.































