O Ibovespa subia 1,03%, a 167.234,84 pontos, por volta das 11h38 na quarta-feira (4 de novembro), e rompia seis quedas seguidas. A alta acompanha a vitória democrata nas eleições de meio de mandato dos EUA, que tirou dos republicanos o controle do Congresso.
A vitória retirou do Partido Republicano o controle tanto da Câmara quanto do Senado, o que deve dificultar a agenda do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no restante do mandato.
Silvio Campos Neto, economista sênior da Tendências Consultoria, que já projetava efeito das eleições sobre o dólar e os juros no Brasil, avaliou o resultado em nota enviada a clientes.
"O desfecho confirma as pesquisas que vinham apontando baixa aprovação do governo Trump, em meio às instabilidades geradas desde o início de seu segundo mandato, que incluem medidas tarifárias e os impactos da guerra contra o Irã nos preços dos combustíveis", afirma Campos Neto.
Por volta das 9h12, o dólar à vista caía 0,31%, a R$ 5,4696 na venda, após fechar em alta de 0,74% na terça-feira (3 de novembro). O petróleo recuava quase 3% no mercado internacional, pressionando as ações ligadas à commodity.
O minério de ferro subia 1,56% em Dalian, na China. A Vale tinha alta de 1,94% às 11h32, enquanto a Petrobras perdia perto de 3% no mesmo horário.
O giro positivo favoreceu o câmbio e as commodities ligadas à mineração, mas não alcançou o petróleo, pressionado pela queda do barril no mercado internacional. Vale e Petrobras seguiram direções opostas na mesma manhã, mesmo as duas pesando entre as maiores do Ibovespa.
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Para o mercado doméstico, porém, o alívio é parcial. A sequência de seis quedas que a alta de hoje interrompe vinha de uma fuga de R$ 2,8 bilhões registrada dias após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Joga o petróleo e os juros para baixo. Talvez seja a notícia que o investidor precisava para respirar um pouco, mas acredito que é mais um respiro diante de um cenário desafiador no Brasil.
A avaliação é de Leonardo Mendes, economista e consultor financeiro da Manchester, ao se referir às incertezas fiscais que ainda cercam o país.
Por que o Copom pesa na decisão de hoje
O Comitê de Política Monetária (Copom) decide a Selic às 18h30 na quarta-feira (4 de novembro), horas depois da repercussão das eleições americanas nos mercados. Entre 75 casas consultadas pelo Projeções Broadcast, 39 preveem um novo corte de 0,25 ponto, para 13,50%.
Outras 36 casas esperam que a taxa seja mantida. A divisão reflete o debate sobre o Copom travar o corte da Selic após cinco quedas seguidas na taxa.
O resultado de hoje à noite vai dizer se o alívio externo basta para destravar um novo corte, ou se os dois movimentos seguem em direções opostas.
O que acontece agora
O Banco Central anuncia a decisão do Copom às 18h30 na quarta-feira (4 de novembro). O comunicado deve indicar o ritmo esperado para os próximos cortes.
Investidores também seguem de olho nos balanços do terceiro trimestre, como o do Itaú Unibanco, divulgado na véspera, com lucro líquido gerencial de R$ 12,617 bilhões.
O retorno sobre o patrimônio foi de 24,5% no recorte Brasil.































