O deputado federal André Janones (Rede-MG) comemorou, na quarta-feira (4 de novembro), a repercussão internacional do bordão "Explode!", criado por ele na campanha de reeleição de Lula. A expressão apareceu em publicações do ativista democrata americano Isaiah Martin durante as midterms dos EUA.
Na terça-feira (3 de novembro), dia da votação, Martin publicou no X: "Vote como um brasileiro hoje! EXPLODE!".
Obrigado, Brasil, por nos mostrar o caminho! EXPLOOOOODE!
Martin escreveu a frase horas depois, no mesmo dia, com os democratas avançando na apuração das midterms.
Ao compartilhar as publicações no grupo de WhatsApp "Exército do Lula", que reúne milhões de apoiadores de Lula, Janones comemorou: "Somos internacionais".
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Quem é Isaiah Martin
Isaiah Martin é um ativista e político democrata de Houston, no Texas, e já disputou uma vaga na Câmara dos Representantes dos EUA. Ele ganhou projeção nas redes ao debater com apoiadores do movimento MAGA, de Donald Trump.
Ex-assessor da deputada democrata Sheila Jackson Lee, Martin foi preso durante um protesto contra restrições ao voto no Capitólio do Texas.
Na Universidade de Houston, ele fundou o grupo "#ForTheStudents", voltado a ampliar o acesso ao voto entre estudantes e a combater a fome no campus.
Martin também comentou, em vídeo, a situação do senador Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos, defendendo a investigação de gastos do governo americano com a segurança dele. O caso virou tema de disputa política em Washington depois da vitória democrata nas midterms.
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O "Exército do Lula" depois da eleição
O "Exército do Lula" nasceu na campanha presidencial brasileira para mobilizar apoiadores do petista nas redes, sob coordenação de Janones. Depois da reeleição, o canal segue ativo e já passou de 10 milhões de inscritos.
A notoriedade de Janones já passou das fronteiras do Brasil antes desta repercussão nos EUA: ele se reuniu recentemente com lideranças da oposição na Argentina para discutir técnicas de campanha.
O caso ilustra como a linguagem da campanha brasileira passou a circular em outros países depois da eleição de outubro, fenômeno que também apareceu no discurso do premiê espanhol Pedro Sánchez.































