O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, na terça-feira (3 de novembro), um quarto foco da doença de Newcastle em Santa Catarina, numa granja avícola de Nova Erechim. O caso adia a retomada das exportações de frango do estado.
O Mapa identificou o foco durante ações de vigilância numa área sob restrição, por causa dos três focos anteriores. A granja fica em Nova Erechim, mesmo município do terceiro foco confirmado em outubro. O Serviço Veterinário Oficial já aplica os protocolos de emergência.
Por que a exportação de frango está em risco
O foco de Newcastle levou cinco países a restringir o frango brasileiro desde outubro. México e Malásia bloquearam toda a avicultura do Brasil, enquanto Chile, Arábia Saudita e China restringiram só os produtos de Santa Catarina.
A China sozinha importou cerca de US$ 1,15 bilhão em frango e outros produtos avícolas do Brasil entre janeiro e setembro. A TV Sim Brasil mostrou que o estado havia concluído a desinfecção das granjas e aguardava laudos para pedir o fim do embargo.
O novo foco, de novo em Nova Erechim, interrompe justamente a expectativa criada um dia antes de que o embargo estivesse perto do fim.
Os três primeiros focos, em Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim, já estão com as propriedades em vazio sanitário. A TV Sim Brasil mostrou que, em outubro, a confirmação do terceiro foco já havia levado cinco países a restringir o frango catarinense.
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O primeiro foco, em Nova Itaberaba, veio à tona em outubro. A TV Sim Brasil mostrou na época que o caso reacendeu o risco de embargo da China ao frango brasileiro.
"O Serviço Veterinário Oficial adotará as medidas previstas nos protocolos de resposta a emergências zoossanitárias, incluindo investigação epidemiológica, vigilância e contenção da doença", informou o Mapa.
A doença de Newcastle não afeta o consumo da carne.
A transmissão ocorre só por contato com aves doentes, nunca pelo consumo do produto já inspecionado.
O que acontece agora
O Mapa segue investigando o foco de Nova Erechim e vai atualizar as medidas de contenção. A Cidasc já analisou 91 amostras de mais de 200 propriedades da região e mantém quatro barreiras sanitárias ativas para fiscalizar veículos.































