Um homem foi encontrado morto em um carrinho sob o viaduto Jaceguaí, no centro de São Paulo, na manhã de quarta-feira (4 de novembro). O caso eleva para ao menos 21 o número de corpos achados na Grande São Paulo desde 5 de setembro.
Segundo a Folha de S.Paulo, a Polícia Militar foi acionada pela manhã e encontrou o homem já morto, na região da Bela Vista. A vítima, um homem em situação de rua, ainda não foi identificada.
O corpo estava amarrado, coberto e com um ferimento na cabeça. O mesmo padrão já havia aparecido em outro corpo achado em outubro, sem que a polícia confirmasse ligação entre os casos.
O que a Polícia Civil já apurou
Dos 21 casos, 16 ocorreram na própria capital paulista e 5 em cidades vizinhas: Itapecerica da Serra, Embu das Artes, São Bernardo do Campo e Diadema. Três suspeitos já foram presos e outros sete identificados.
Antes disso, a Polícia Civil já havia pedido a prisão de dez suspeitos ligados a parte dos casos, em pedido feito no fim de outubro.
Os investigadores apontam motivações diferentes para os casos, como dívidas de drogas, discussões e retaliações, com participação do crime organizado em parte deles.
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A reportagem já mostrou como SP, apontado como o estado mais seguro do país, chegou a 20 corpos em sacos antes deste novo caso.
Por que a polícia descarta um serial killer
O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico, disse que "até o momento, não foram encontradas evidências" de que os casos tenham sido praticados pela mesma pessoa. A diretora do DHPP, Ivalda Aleixo, participou da reunião que discutiu 13 desses casos.
As autoridades afirmam que os casos têm "dinâmicas distintas": corpos encontrados em sacos ou tecidos, por si só, não bastam para ligar as ocorrências. As investigações seguem separadas, com cruzamento de dados para checar semelhanças.
A ressalva mostra que o maior número de corpos não significa, sozinho, um padrão único por trás das mortes. As linhas de investigação incluem suspeita de estupro de vulnerável e dívidas com traficantes, apuradas separadamente em cada caso.
O que acontece agora
O caso da quarta-feira foi registrado no 78º Distrito Policial (Jardins) como homicídio doloso, de autoria desconhecida. A perícia trabalha no local para tentar identificar a vítima.




































