O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o governo já procurou o partido para discutir o quarto mandato de Lula, mas condicionou um apoio mais profundo à adoção de medidas econômicas. O PSD teve três ministérios no mandato anterior.

Kassab disse que o partido está aberto a uma relação mais próxima, mas quer sinais concretos do governo antes de ampliar o apoio no Congresso.

O que o PSD pede para apoiar o governo

Kassab afirma que o governo já se aproximou do PSD nesta nova rodada de negociações. "O governo já nos procurou desta vez, sim. Lula precisa ter uma postura para unir o país", disse o dirigente.

Para ter uma relação mais profunda, o PSD quer que o governo adote medidas econômicas e se aproxime de outros partidos de centro. O discurso combina apoio ao governo com uma lista de condições a cumprir antes.

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"Se medidas econômicas forem adotadas, estaremos mais próximos, sim", afirmou Kassab. O PSD não é o único partido do Centrão em negociação.

União Brasil e Republicanos também negociam espaço no governo de Lula, no mesmo movimento de aproximação com o Centrão.

O presidente já vinha costurando essa base desde o fim de outubro, quando articulou governabilidade com o Centrão logo após a reeleição.

O que está em jogo para o PSD

O partido elegeu cinco governadores em 2026, em Pernambuco, Sergipe, Maranhão, Amapá e Amazonas. Mas vai perder força no Senado, onde a bancada cai de 13 para 5 cadeiras a partir de 2027.

Kassab também comentou a possibilidade de voltar a ocupar um ministério. "Não está no meu horizonte. Mas é claro que é muito honroso ser e não descarto voltar mais uma vez", disse.

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O apoio do PSD ainda não está fechado.

O movimento ocorre enquanto Lula articula a reforma ministerial do quarto mandato, com Camilo Santana e Haddad entre os cotados.

O que acontece agora

Lula deve começar a definir a nova equipe ministerial depois de 16 de novembro, quando retorna de viagens internacionais. As negociações com o Centrão, incluindo o PSD, devem avançar ao longo de novembro e dezembro.