A Yduqs convocou para 25 de novembro uma assembleia geral extraordinária para os acionistas decidirem sobre a fusão com a Afya, negócio de R$ 9 bilhões. A pauta também inclui a eliminação da cláusula de proteção contra aquisições hostis do estatuto da empresa.
O negócio foi anunciado em setembro e será feito pela incorporação da Afya pela Yduqs, com as ações negociadas na B3. Antes disso, em agosto, a Yduqs já havia confirmado as tratativas, e a ação da empresa disparou mais de 10% no mesmo dia.
Como fica a divisão de capital depois da fusão
Depois do fechamento do negócio, os acionistas da Afya vão deter 69% do capital social da companhia combinada, e os da Yduqs ficam com os 31% restantes. A alemã Bertelsmann assume a posição de acionista de referência.
A Bertelsmann vai ter cerca de 47,4% do capital votante, depois de fechar acordo de acionistas com a família Esteves para somar 50% dos votos. Para destravar a operação, a Yduqs também propõe eliminar do estatuto a cláusula de "poison pill".
A cláusula hoje obriga qualquer investidor que atingir 20% de participação a lançar uma oferta pública de aquisição de ações.
O que falta para a fusão sair do papel
A consumação final do negócio depende de um conjunto de condições: homologação nas assembleias, anuência de credores e debenturistas, e aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A fusão une duas das maiores empresas de ensino superior do país, com forte concentração em cursos de medicina.
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O negócio já avançou em etapas. Juntas, as duas empresas somam 16,6% das vagas de medicina do país, segundo levantamento feito logo após o anúncio.
A fusão foi assinada formalmente em setembro, criando uma gigante avaliada em R$ 9 bilhões.
O que acontece agora
A assembleia geral extraordinária que vai decidir o negócio está marcada para 25 de novembro. Até lá, a operação ainda depende do aval do Cade e da anuência de credores e debenturistas das duas empresas.



































