Donald Trump escolheu pessoalmente candidatos republicanos ao Senado em quatro disputas decisivas dos Estados Unidos, e todos perderam na terça-feira (3 de novembro). O resultado também deu aos democratas o controle da Câmara e expôs os limites do poder político do presidente.
Há mais de uma década, Trump remodela o Partido Republicano em torno do movimento MAGA. Ele dita os confrontos nas primárias e afasta conservadores que considera pouco leais. Na aposta de terça-feira, apostou que seu apoio pessoal superaria os pontos fracos desses candidatos.
Onde os candidatos de Trump perderam
Na Carolina do Sul, que não elegia um senador democrata desde 1998 e onde Trump venceu por 18 pontos em 2024, a candidata apoiada por Trump, Darline Graham, perdeu para a democrata Annie Andrews, numa virada surpreendente.
Na Carolina do Norte, o candidato de Trump perdeu de forma esmagadora para o ex-governador democrata Roy Cooper.
No Texas, Trump preteriu o senador John Cornyn para apoiar o procurador-geral Ken Paxton, envolvido em escândalos. O democrata James Talarico venceu com folga, numa cadeira que o partido não vencia desde 1988.
Em Michigan, o ex-deputado Mike Rogers, escolhido por Trump, perdeu para o democrata Abdul El-Sayed. A TV Sim Brasil mostrou que El-Sayed será o primeiro muçulmano a ocupar uma cadeira no Senado dos EUA.
Nos quatro estados, Trump preferiu lealdade a viabilidade eleitoral e perdeu as quatro apostas.
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O resultado também interessa ao Brasil. A TV Sim Brasil mostrou que a vitória democrata no Congresso dos EUA pode aliviar o tarifaço contra produtos brasileiros.
A TV Sim Brasil também mostrou que os democratas assumiram o controle da Câmara e prometem fiscalizar Trump.
O que acontece agora
Os quatro democratas eleitos tomam posse em janeiro, consolidando a nova composição do Congresso. A popularidade de Trump, segundo a Reuters, já estava mais baixa na véspera da votação do que logo após o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021.
O ponto em aberto
O padrão nos quatro estados é o mesmo. Trump apostou em lealdade pessoal, não em força eleitoral comprovada, e perdeu nos quatro.
A pergunta que fica é se o Partido Republicano vai repetir essa aposta nas primárias de 2028, ou se os resultados de terça-feira abrem espaço para candidatos mais alinhados ao eleitorado de cada estado.































